O presidente Jair Bolsonaro declarou a um grupo de apoiadores nesta terça-feira, 5, que o “Brasil está quebrado” ele não consegue “fazer nada”. Após seu retorno de 17 dias de férias, Bolsonaro fez a declaração a apoiadores na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, a caminho do expediente, no Palácio do Planalto.

Em resposta a interjeição de um simpatizante, Bolsonaro, que completa um ano a frente do executivo nacional, fez sua leitura pessoal acerca da situação do país. Bolsonaro também declarou que o coronavírus - que até esta terça-feira matou 196.641 pessoas no Brasil - foi “potencializado” pela mídia.   

"Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia", afirmou o chefe do executivo para os apoiadores no lado de fora do Palácio da Alvorada. 

Apesar das declarações de Bolsonaro não condizerem com as afirmações públicas da equipe econômica de Paulo Guedes, que tem afirmado que a atividade econômica brasileira está num movimento de franca recuperação, isso não gerou constrangimento entre o presidente e o ministro.

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Não houve mal estar, pois a afirmação de Bolsonaro se enquadraria na tática da equipe econômica de Guedes de impor medidas de austeridade fiscal, como a não renovação do auxílio emergencial.

De acordo com levantamento do Datafolha divulgado no último dia 21,  de cada 100 pessoas que recebem o auxílio, 36 tinha nele sua única fonte de renda. Estima-se que 70 milhões de pessoas acessaram o benefício.

Considerando os dado da pesquisa Datafolha, aproximadamente 25 milhões de pessoas vão ficar sem renda com o fim do benefício. Após a redução do valor para R$ 300, afirma a pesquisa,  75% das famílias diminuíram compra de alimentos e 65% reduziram compra de remédios.