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“Assassino”, dizem manifestantes sobre estátua incendiada em São Paulo; “Vandalismo”, diz governo

Monumento em homenagem ao bandeirante Borba Gato ardeu em chamas na Zona Sul da capital paulista neste sábado (24); grupo que defende remoção de homenagens públicas a figuras ligadas à colonização e à escravidão assumiu autoria do incêndio; governo estadual condenou ato

Da redaçãoPublicado em 25/07/2021 às 11:06Atualizado há 25/07/2021 às 12:06
 (Imagem: Reprodução / Redes Sociais)

(Imagem: Reprodução / Redes Sociais)

Ardeu em chamas, na tarde deste sábado (24), a estátua em homenagem ao bandeirante Manuel de Borba Gato, localizada no bairro Santo Amaro, Zona Sul da capital Paulista.

O monumento de 13 metros de altura, inaugurado em 1963, é criticado por qualificar como herói o bandeirante que dizimou e escravizou tribos indígenas e negros durante a colonização brasileira. 

"Nós, Guarani das aldeias de São Paulo, nos sentimos humilhados todas as vezes que passamos ao lado dessa estátua. Borba Gato foi um assassino de povos indígenas e não pode ser considerado um herói”, afirma um abaixo-assinado, de um grupo que pede a derrubada da estátua do escultor Julio Guerra (1912-2001).

O fogo, segundo o Corpo de Bombeiros, foi controlado rapidamente. Segundo a Secretaria da Segurança, a Polícia Civil e a Polícia Militar buscam “imagens e informações que possam ajudar na identificação e localização dos autores do ato de vandalismo”.

O governador paulista, João Dória (PSDB), também classificou o ato como “vandalismo”nas redes sociais, neste sábado. “Condeno o vandalismo nas manifestações de hoje”, afirmou.

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O grupo Revolução Periférica, que assumiu a autoria do ato, diverge. “Você sabe quem foi Borba Gato? Não somos fãs de canalha”, afirma o grupo em postagem nas redes sociais em que a estátua em homenagem ao bandeirante arde em chamas.

Grupos e políticos que defendem a remoção das homenagens públicas a figuras ligadas à colonização e à escravidão apoiaram o ato. “Em São Paulo, a estátua em homenagem ao bandeirante, assassino e escravizador do Brasil Colônia, Borba Gato, está em chamas.”, afirmou o professor e Deputado Federal Ivan Valente (PSOL).

Estima-se que Borba Gato, juntamente com outros bandeirantes como Raposo Tavares, tenham escravizado e dizimado 300.000 índios em incursões pelo interior do Brasil em busca de metais preciosos durante os séculos 16 e 17. Há relatos de historiadores de confrontos sangrentos entre os bandeirantes e essas populações e de estupros em série a mulheres indígenas.

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