O volume de chuvas que atingiu a Baixada Santista no início do mês, e ocasionou dezenas de mortes, superou ao do maior desastre climático do país, que vitimou 916 pessoas em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 2011. A constatação é do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, órgão federal que monitora desastres naturais. 

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Em nota de esclarecimento, o Cemaden destacou que, em Guarujá, cidade mais atingida pelas chuvas e com maior número de vítimas, o acumulado em 24 horas chegou a 320 mm, volume ainda maior do que o esperado para todo o mês de março. Como referência, o órgão informou que a média histórica de chuvas para todo o mês de março na cidade é de 263 mm. Quando ocorreu a tragédia de Nova Friburgo, houve acumulado de 209,6 mm entre os dias 12 e 14 de janeiro, sendo 182,8 mm em apenas 24 horas. 

O Centro de Monitoramento ainda enalteceu a atuação das Defesas Civis Municipais e Estadual, na tragédia da Baixada Santista. “As ações de resposta das Defesas Civis Municipais das cidades atingidas e da Defesa Civil do Estado de São Paulo foram essenciais para mitigar os impactos dos desastres que ocorreram durante a madrugada, em condições de maior criticidade, o que engrandece a abnegação dos agentes das defesas civis”, diz a nota.

O Cemaden possui rede geotécnica composta por sensores magnéticos que medem o conteúdo volumétrico de água no solo em diferentes profundidades, recentemente instalada na Baixada Santista, onde ainda está em fase de testes, calibrações e validações de informações.

O Centro de Monitoramento ainda enalteceu a atuação das Defesas Civis municipais e estadual, na tragédia da Baixada Santista. “As ações de resposta das Defesas Civis Municipais das cidades atingidas e da Defesa Civil do estado de São Paulo foram essenciais para mitigar os impactos dos desastres que ocorreram durante a madrugada, em condições de maior criticidade, o que engrandece a abnegação dos agentes das defesas civis”, diz a nota.

O Cemaden possui rede geotécnica composta por sensores magnéticos que medem o conteúdo volumétrico de água no solo em diferentes profundidades, recentemente instalada na Baixada Santista, onde ainda está em fase de testes, calibrações e validações de informações.

Tragédia na Baixada Santista

No boletim da Defesa Civil do estado divulgado na manhã deste sábado, 14, foi atualizado o número de mortos em 44, restando ainda uma pessoa não localizada. O município mais afetado foi Guarujá, com 33 óbitos e um não localizado; Santos, com oito óbitos; e São Vicente, com três óbitos. O número atual de desabrigados é de 121 em Guarujá e 226 em Santos.

Com base no cruzamento das informações municipais, anteriormente levantadas, com o banco de dados do e-SUS, os trabalhos de buscas pelos não localizados por meio dos telefones cadastrados continuam, e houve sucesso em localizar mais oito pessoas com vida.

As buscas se concentram apenas na Barreira João Guarda, onde residia a pessoa ainda não localizada, segundo levantamento municipal.

Ao todo, foram disponibilizadas 35,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária aos municípios afetados, sendo: 18,1 toneladas (colchões, cobertores, cestas básicas, roupas, água sanitária, kits de limpeza, kits de higiene e água potável) para o depósito do Fundo Social de Santos; 14,5 toneladas (colchões, kits higiene, vestuário e limpeza, cestas básicas, água potável e fita de isolamento) a Guarujá; 2,9 toneladas (colchões, cestas básicas, kits de higiene, limpeza e vestuário) a Peruíbe.