Três pessoas morreram soterradas pelo desabamento de uma falésia ocorrido nesta terça-feira, 17, na praia de Pipa, no Rio Grande do Norte. As três vítimas pertenciam à mesma família. Hugo Pereira, de 32 anos, passava o dia de folga na praia turística junto da esposa, Stela Souza, e o filho de sete meses, Sol Souza Pereira, quando a falésia desabou soterrando os três. Outros turistas e moradores da região ainda tentaram resgatar a família, porém as três pessoas não resistiram e morreram no local. Brisa, a cadelinha da família, também morreu soterrada no acidente. Brisa e Hugo haviam viajado juntos por quinze estados. 

Nas imagens, gravadas por uma testemunha dos instantes seguintes ao acidente, é possível ver uma grande quantidade de pessoas em torno da área do desabamento procurando o local onde as vítimas estavam soterradas e elas mesmas escavando. Apesar da distância, nota-se que a maioria são pessoas comuns. “Eu acho que ele tá mais ou menos ali” diz a testemunha que grava, sem saber que mais de uma pessoa estava soterrada no local naquele momento.

A Família residia na região, Hugo era natural de Jundiaí, em São Paulo, e se estabelecera em Tibau do Sul, onde fica a praia de Pipa, há alguns anos,  trabalhando em um hotel na região. De acordo com testemunhas,  um fiscal da prefeitura solicitou que a família se afastasse das falésias. A família obedeceu, porém, foi  atingida pelo desabamento mesmo assim.

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Ainda segundo os relatos de testemunhas, a mãe, Estela Souza, foi desenterrada sem vida abraçada ao filho de sete meses. Concluiu-se que, no desabamento, a primeira reação dela foi de proteção ao filho pequeno. No momento do encontro, o bebê ainda respirava, uma médica que estava entre as testemunhas tentou reanimar a criança, mas não conseguiu.  

A praia de Pipa fica em Tibau do Sul, a cerca de 85 quilômetros de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Propalou-se que a prefeitura da cidade sabia dos riscos de desabamento das falésias e teria, anteriormente à tragédia desta terça-feira,  iniciado um mapeamento das áreas de perigo, por recomendação do Ministério Público.

De acordo com a prefeitura, existe trabalho de prevenção na região como afixação de placas e alocação de fiscais.