PESADELO DOS MARES NO BRASIL

Temido peixe venenoso que devastou costa do Caribe é encontrado em águas brasileiras

Além de predador, peixe-leão é invasor que se multiplica como praga; animal, quase imbatível, não tem predadores naturais no Caribe, onde, em pouco mais de 20 anos, destruiu parte considerável da biodiversidade marinha; agora, três adultos da espécie foram encontrados em águas brasileiras, alertando especialistas

Da redaçãoPublicado em 05/06/2021 às 16:02Atualizado há 05/06/2021 às 16:33
Animal é um predador vigoroso que se multiplica rapidamente (Imagem: Reprodução / Revista Piauí / Herton Escobar)

Animal é um predador vigoroso que se multiplica rapidamente (Imagem: Reprodução / Revista Piauí / Herton Escobar)

Três temidos peixes-leão adultos foram capturados em águas brasileiras, aponta estudo de cientistas brasileiros publicado nesta quinta-feira (3), e noticiado no dia seguinte, em reportagem do jornalista Herton Escobar, no portal da Revista Piauí.  

Um deles foi capturado nos recifes de coral de Fernando de Noronha, em Pernambuco, e outros dois na costa Norte brasileira, em recifes profundos do Rio Amazonas.

Apesar de serem poucos peixes, aponta a reportagem, os animais trazem um “mau presságio”, na medida em que eles apareceram aos poucos na costa do Caribe, no início dos anos 2000, e hoje são uma praga na região.

O animal, alertam pesquisadores, pode ser uma peste para ecossistemas em que ele não têm predadores naturais, como é o caso do Caribe, onde se alastrou, e também do Brasil. 

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“Ele tem todas as características que o tornam um invasor quase imbatível: come de tudo (basicamente qualquer coisa que caiba em sua boca); cresce e se reproduz numa velocidade espantosa; produz uma quantidade imensa de ovos, que se dispersam com facilidade por grandes distâncias; e é extremamente resistente a uma série de condições ambientais adversas, incluindo altas profundidades, baixas temperaturas, baixa luminosidade e baixa salinidade. É um bicho duro de matar e ainda por cima peçonhento: ele tem espinhos venenosos espalhados pelo corpo que injetam uma toxina extremamente dolorosa quando tocados”, esclarece a reportagem, que prossegue descrevendo a destruição que o animal provocou na costa caribenha, em cujas águas espalhou-se como rastilho de pólvora.

“Com sua juba colorida, seus espinhos venenosos e seu apetite insaciável, o peixe de 30 cm de comprimento foi destruindo a biodiversidade local e multiplicando sua população numa velocidade espantosa”

Zona biogeográfica indo-pacífica, área de onde o peixe-leão é originário e onde tem predadores naturais

O peixe-leão é originário do Indo-Pacífico, região oceânica que compreende a costa leste da África e abrange, entre outros outros países, Austrália e Indonésia.  

Uma provável invasão da espécie aos mares brasileiros vem sendo alertada por cientistas.

Em 2014, um exemplar de 25 cm do peixe-leão foi encontrado em Arraial do Cabo, a menos de 500 km de Ubatuba.  Na ocasião, o bicho foi capturado por pesquisadores  da Universidade Federal Fluminense (UFF) e levado para estudos. Cerca de dois anos depois, um segundo peixe-leão foi encontrado na região.  

Entretanto, a hipótese dos peixes terem chegado à região naturalmente é considerada pouco provável, haja vista os 6 mil km de distância entre o litoral fluminense e o Mar do Caribe. É mais plausível, embora não haja certeza, que os animais tenham sido soltos no mar de forma artificial.

A situação é diferente nos três novos registros de peixe-leão registrados em águas brasileiras. Os pesquisadores não tem dúvida de que, desta vez, os peixes chegaram aqui naturalmente.

O peixe-leão encontrado em Fernando de Noronha foi avistado e capturado por mergulhadores locais em 21 de dezembro de 2020. Especialistas apontam que seja possível tratar-se de um caso isolado, com o peixe tendo sido arrastado ao acaso pelas correntes.

Já os peixes da foz do Amazonas, não. Pesquisadores apontam que pode haver uma população já estabelecida dos peixes predadores vivem em águas profundas locais. “Os dois peixes-leões foram capturados ocasionalmente por pescadores em alto mar, a cerca de 200 km do litoral do Amapá. O primeiro foi pego numa rede de lagostas, em junho de 2020, a estimados 70 metros de profundidade. Três meses depois, o segundo caiu num manzuá, armadilha usada para capturar animais marinhos, a 100 metros de profundidade”, explica a reportagem.

Com informações de Revista Piauí | Herton Escobar | Leia aqui

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