"Estamos fazendo o melhor pelas nossas crianças". Foi desta forma que o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, definiu o termo de cooperação formalizado no ano passado entre o MPSP, o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho que tem como objetivo a união de esforços e o desenvolvimento de ações articuladas para ampliar as oportunidades de inclusão de adolescentes em programas de aprendizagem e cursos de formação inicial continuada, ou qualificação profissional, no Estado de São Paulo. No âmbito deste acordo, está sendo realizado o webinar "A aprendizagem como forma de combate ao trabalho infantil", nesta quinta-feira (8/4).

Na abertura do evento, Sarrubbo destacou a importância de uma atuação integrada neste campo. "Os resultados são os melhores possíveis", enfatizou. De acordo com o diretor da Escola Superior do MPSP, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, "basta sair às ruas para ver a tragédia" que se abate sobre parte das crianças do país.

Em 2019, apontou a desembargadora Ana Amarylis, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, dados do IBGE indicavam 1,8 milhão de crianças afetadas pelo trabalho infantil. "E a pandemia agravou isso", ressaltou. O procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, João Eduardo Amorim, fez coro às palavras de Sarrubbo e afirmou que a integração é a melhor forma de "banir essa chaga". Eduardo Amgarten, vice-procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, ratificou a importância da união de esforços. "Esse evento só enaltece nossas instituições", declarou.

"Esse evento é um marco", disse a desembargadora Ivani Bramante, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Ela sugeriu que todos os participantes do webinar se convertam em agentes multiplicadores na luta por uma "infância infantil", em vez de uma "infância adultizada".

Ao longo do dia, com a coordenação da promotora Renata Rivitti, do Centro de Apoio Operacional Cível do MPSP, haverá uma série exposições: trabalho infantil (desembargador João Batista César, TRT15); contrato de aprendizagem (procuradora Ana Elisa Alves Brito Segatti, MPT2); a atuação do MPSP com a rede de adolescentes em situação de vulnerabilidade e a prática integrada em Franca (promotor Anderson Ogrizio e juíza Eliana Nogueira, TRT15);  atuação integrada e casos práticos (promotor Denis Henrique Silva e juíza Patrícia Therezinha de Toledo, TRT2).MPSP