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Prevenção ao câncer de mama e violência doméstica são abordadas em webinar

MPSP
05/10/2021 às 16:46.
Atualizado em 05/10/2021 às 16:50
Reprodução (Reprodução)

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Nesta terça-feira (5/10), a Escola Superior do Ministério Público (ESMP), em parceria com o Ministério Público de São Paulo e a Associação Paulista do Ministério Público (APMP), realizou o webinar "Saúde da mulher e câncer de mama: aspectos médicos e jurídicos da intervenção precoce". O evento faz parte das atividades promovidas por conta do Outubro Rosa.

O procurador-geral de Justiça, Mário Sarrubbo, abriu os trabalhos colocando a relevância do papel do Ministério Público na área de saúde pública, apontando também atuação da instituição durante a pandemia. O PGJ comentou ainda sobre a revitalização do edifício-sede, bem como a iluminação especial feita por ocasião da campanha Outubro Rosa."A importância do Ministério Público fomentando políticas de prevenção. É esse o mote deste encontro, valorizando as mulheres", completou.

Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, diretor da ESMP, parabenizou a atuação conjunta na construção do encontro e Paula Castanheira Lamenza, 1ª secretária da APMP, também agradeceu aos presentes à abertura do evento.

A mediação ficou a cargo da oficial de Promotoria Marilia Biscuola, que compartilhou a sua experiência pessoal quanto ao diagnóstico precoce da doença. "Sempre acreditei no sucesso do tratamento. A doença, descoberta no início, aumenta as chances de cura", disse Marília.

A diretora clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Eloisa Bonfá, palestrou sobre as principais causas e sintomas do câncer de mama, além de focar na necessidade do aspecto preventivo, com diagnóstico precoce e hábitos saudáveis. "Você ou as mulheres que convivem com você estão fazendo a prevenção?", questionou a professora.

Renata Lazzarini, promotora de Justiça, falou sobre a atuação do MPSP e a legislação existente sobre o assunto, ressaltando a importância de se observar e considerar o cenário regional quanto às políticas públicas de acesso a atendimento para mulheres com câncer de mama. A promotora sugeriu a instauração de Procedimento de Acompanhamento Administrativo (PAA), quando necessário, criando um diagnóstico da realidade local, seja com auxílio do Núcleo de Assessoria Técnica Psicossocial, de profissionais acadêmicos ou ainda do setor técnico do Judiciário. Diante disso, é possível fomentar uma atuação conjunta entre gestão, setores técnicos, sociedade civil e o MPSP para a elaboração de soluções. "A primeira pactuação que deve ser feita no PAA é o fortalecimento da atenção primária à política de saúde para tentar coibir o surgimento de problemas de maior complexidade", salientou. Ela ressaltou também a necessidade da capacitação das equipes de assistência social, que chegam mais próximo da sociedade, principalmente de setores mais vulneráveis da população.

Silvia Chakian, promotora de Justiça e secretária executiva da Promotoria de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do MPSP, abordou a conexão entre violência doméstica e obstáculos para intervenção precoce e tratamento do câncer de mama, fazendo menção a estudo desenvolvido pela oncologista Cristiana Tavares, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife. A pesquisadora demonstra, em sua dissertação de mestrado, defendida na Universidade de Pernambuco, que a violência doméstica pode contribuir para o surgimento ou agravamento do câncer de mama. Silvia apontou a precarização de um cenário intensificado pela pandemia, atingindo principalmente os grupos mais carentes da população, colocando a importância de se pensar em campanhas direcionadas também à população feminina impedida, de alguma forma, de acessar tratamento e atendimento adequado, por conta de violência doméstica. "Mulheres em situação de violência doméstica tendem a ter menor autoestima, menor autocuidado e menor busca por exames de rotina", apontou a promotora.

"O Outubro Rosa é um mês para conscientização, mas que fica para o ano todo", finalizou Marília.Fonte: MPSP

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