Na manhã deste domingo, 22, dezenas de manifestantes protestaram contra o racismo em frente a unidades do Carrefour em São Vicente e em Santos, no litoral paulista. Os protestos são uma reação contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, espancado e morto por seguranças no estacionamento de uma unidade da rede de supermercados, em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira, 20, véspera do Dia da Consciência Negra.  

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Na cidade de São Vicente, o ato teve início aproximadamente às 10h,  em frente ao Carrefour da avenida Prefeito José Monteiro, no Jardim Independência. Os manifestantes exibiram cartazes de denúncia ao racismo e gritaram palavras de ordem. Organizadores também proferiram discursos contra o racismo.

Membros da Associação Cultural dos Afrodescendentes da Baixada Santista (Afrosan) também estavam presentes no protesto antirracista. Segundo eles, o protesto é um ato de repúdio à violência racial e a exigência de medidas efetivas de combate ao racismo por parte Carrefour.

Ao longo do protesto, que  durou  até cerca de 11h30,  o estacionamento do Carrefour permaneceu fechado. Equipes da Polícia Militar patrulharam o ato.

O protesto antirracista de Santos ocorreu em frente ao Carrefour situado à avenida Conselheiro Nébias, no Boqueirão. A pista da avenida, em sentido praia, foi bloqueada pelos manifestantes. Como forma de denúncia, nos espaços onde são afixadas as promoções da loja, os manifestantes apregoaram cartazes de combate ao racismo, um dos cartazes dos manifestantes tinha os seguintes dizeres: “parem de nos matar”.  Os manifestantes também gritaram palavras de ordem como “vidas negras importam” e “não ao racismo.”

O Carrefour de Santos manteve suas portas fechadas durante o protesto. Segundo organizadores, os atos em protesto contra a violência racial devem ocorrer durante todo o dia na cidade.