Os motoristas da Viação Bertioga, empresa responsável pelo transporte coletivo de Bertioga, entraram em paralisação total na sexta-feira, 9, devido ao atraso de pagamentos. Um dos grevistas, que preferiu não se identificar, informou que os trabalhadores só retornarão as atividades quando a empresa pagar todos os débitos que estão faltando.

 

O motorista prosseguiu e disse que eles estão desapontados por uma promessa que a empresa não cumpriu. "A irritação maior do trabalhador é a empresa ter colocado os futuros lançamentos para os dias 7 e 9 deste mês e isso não aconteceu, nos frustando ainda mais".

 

Por meio de nota oficial, a prefeitura de Bertioga ressalta que se solidariza com a situação dos colaboradores da viação e esclarece que é legítimo que os motoristas procurem o Judiciário para fazer valer seus direitos trabalhistas e, ao mesmo tempo, "salienta a preocupação que tal paralisação acarreta para a rotina do bertioguense".

 

A prefetura também afirma que a relação jurídica entre prefeitura e Viação, "é de concessão de serviço público, não havendo portanto responsabilidade quanto a parte funcional, que é de total responsabilidade da empresa".

 

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Liminar exige a volta da frota

Depois da assembleia realizada na tarde de ontem, 10, o sindicato apresentou uma liminar aos motoristas, em que diz para ter 80% da frota em horário de pico e 60% em outros horários.

Para o grevista, os trabalhadores estão prontos para voltar ao trabalho; "só depende da empresa pagar o que deve", ressaltou.

O sindicato orientou o trabalhador, disse que é uma ordem e "uma ordem judicial não se descumpre", no entanto, a categoria decidiu seguir com a paralisação e aguarda pelo pagamento de atrasos.