No final da manhã desta sexta-feira (19) começou a circular um vídeo (veja abaixo) controverso e misterioso nas redes sociais relacionadas ao litoral paulista.

Nas imagens, um suposto pescador estaria em seu barco, à deriva  no mar, de madrugada, se preparando para começar o dia de pescaria quando avista uma luz verde misteriosa no mar. A gravação teria acontecido na manhã de hoje, na Ilha Monte de Trigo, localizada entre a Enseada de Bertioga e o Canal de São Sebastião. No entanto, não há nenhum elemento no vídeo que comprove nem data, nem local, nem mesmo que o vídeo foi gravado no mar e não numa piscina.

Porém, se assumindo que as imagens são reais e não uma fraude, elas são intrigantes. Uma luz verde oscilante dança no mar escuro, enquanto o suposto pescador narra. “Rapaz, olha que negócio doido aí. Essa luz verde acesa dentro da água, ninguém sabe que disgrama é essa.”

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O pescador relata que eles já jogaram no mar garateia (tipo de âncora) e passaguá (rede redonda utilizada para retirar do mar peixes já pescados por anzol ou até outros objetos). Depois, o homem especula “vem lá de baixo, do fundo. Estranho demais”.

Nas redes sociais, todo tipo de hipótese, das mais plausíveis às mais absurdas, surgiram. Alguns, brincando ou não, dizem que a estranha luz verde é um alienígina marítimo. Outros acreditam se tratar de um submarino. Outros especulam que se trata de um fenômeno natural similar ao que comumente ocorre nas águas das Maldivas, em que uma reação química chamada bioluminescência dá um aspecto lisérgico às águas do mar.

Mesmo entre especialistas, não há consenso. O Portal Costa Norte consultou biólogos e oceanógrafos e muitos deles consideraram que as imagens são inclusivas e que não é possível definir com clareza de que se trata, mas que, além de poder ser fraude, dificilmente se trata de uma animal marinho pela forma como a luz está parada e que a luz pode ser algum equipamento de pesca.

Esta é a opinião de uma das maiores autoridades em oceanografia do Brasil, a professora June Ferraz Dias, bióloga oceanográfica e docente do Instituto de Oceanografia da USP. “Não sei o que pode ser. [A luz] não parece ser produzida por organismo. Talvez algum equipamento fundeado mesmo. A luz está fixa.