O estado de São Paulo adotará o plano de Retomada Consciente a partir do dia 1º de junho até o dia 15 de junho. Neste período cada região do estado entrará em uma das cinco fases do Plano São Paulo, que compreendem alerta máximo, controle, flexibilização, abertura parcial e normal controlada.

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A Baixada Santista, assim como a Grande São Paulo e a região de Registro, segue na fase 1, com alerta máximo. Ou seja, continua em fase de contaminação e tem liberação apenas para serviços essenciais. Comércios, bares, restaurantes, espaços públicos, atividades imobiliárias e shoppings, por exemplo, continuam fechados.

Os critérios para classificar as regiões e as fases levaram em consideração a capacidade do sistema de saúde, como o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para covid-19; e a evolução da epidemia, como o números de casos, internados e óbitos.

Segundo o Governo do Estado, haverá reclassificações após 7 dias e uma região só poderá passar para um maior relaxamento após 14 dias da mudança de fase, mantendo os indicadores de saúde estáveis por um período completo de incubação.

PREFEITOS DISCORDAM

O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), informou em vídeo que os prefeitos da Baixada Santista discordam da decisão do estado de São Paulo. "Os números que foram apontam não reproduzem a realidade da Baixada Santista. Estamos na zona vermelha, segundo o estado, acima de 80% de ocupação de UTI. A taxa de leitos de UTI é por 100 mil habitantes. Pra estar na vermelha teria que ter menos de 3 leitos por 100 mil habitantes, nós temos mais de 15 por 100 mil habitantes. Deveríamos estar na zona laranja, a fase 2, estaríamos aptos a iniciar a retomada com critério, com cuidado", desabafou Barbosa.

Barbosa afirmou que os prefeitos estão em contato com o governo do estado, demonstrando por meio dos números que o critério utilizado pelo estado foi equivocado e precisa ser corrigido rapidamente para que a região seja colocada no lugar adequado. "Inclusive, a gente sabe dos números da capital, tem acompanhado a evolução da capital, que é o epicentro do coronavírus no Brasil, e não tem sentido São Paulo estar numa posição mais flexível, mais confortável do que a Baixada Santista".