Arquivo 19/05/2017--19

Redação
Publicado em 18/05/2017, às 21h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h51

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Bertioga 26 anos Edição especial de emancipação 19 Como um pai preparado, que orienta filhos adolescentes em fases de angústia, sabendo que isso é natural e passageiro, Rodolfo Amaral, ex-se - cretário de Finanças de Santos e do Guarujá, com 32 anos de experiência em consultoria de finanças públicas, vislumbra um futuro melhor para Bertio - ga. Profundo conhecedor da cidade, com serviços prestados às administrações anteriores, entre 1993 e 2016, ele compreende o alarde do prefeito Caio Matheus com o orçamento apertado e com as dí- vidas do município, que assumiu ao tomar posse, declaradas em cerca de R$ 60 milhões no balance - te da prefeitura em 2016. Mas não se impressiona. Nas suas palavras, “os prefeitos eleitos sempre se veem às voltas com o dilema entre suas promessas de campanha e recursos financeiros. É uma preocupação normal, ainda mais para estreantes. A não ser os reeleitos, no primeiro ano todos herdam orçamentos apro - vados por seus antecessores. O orçamento de R$ 410 milhões para 2017 é um valor plausível. Se a inflação for de 5%, como previsto, muito provavel- mente o prefeito Caio Matheus conseguirá realizar o orçamento projetado. Mesmo diante da crise, do ponto de vista da arrecadação, não creio que vá ter impedimentos”. Estudo socioeconômico realizado por sua consultoria mostra que, ao se emancipar, a receita de Bertioga era equivalente a 3% da re - ceita de Santos. Hoje, equivale a 17%. Dos municí- pios emancipados após 1988, é um dos três mais viáveis. Na Baixada Santista, é o município mais saudável. As dívidas de Santos e do Guarujá, por exemplo, ultrapassam R$ 1 bilhão cada. Segundo o consultor, “não houve queda na arrecadação de Bertioga, que cresceu mais de 8%, mesmo perdendo mais de R$ 8 milhões em royalties do petróleo, por causa da redução de preços dessa commodity, de US$ 150 por barril para US$ 50. Há certa afobação. Tem que lembrar que, em um orça- mento, a despesa é fixa e a receita estimada. Como em uma família. Para pagar as contas, os salários têm que entrar. Em relação aos municípios da Baixada Santista, Bertioga apresenta a melhor perspectiva”. Em sua opinião, a administração municipal deveria correr atrás de recuperar o prejuízo com o repasse do Imposto sobre Circulação de Mercado - ria e Serviços (ICM-S), da Usina de Itatinga, “que fi- cou 100 anos no anonimato, sem inscrição no mu- nicípio”, tratada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) como se fosse um gerador. “Hoje, Itatinga deve gerar faturamento anual de R$ 100 milhões, e a Codesp declara R$ 26 milhões. O diretor-presidente Alex Oliva já admitiu que, nos últimos 24 anos, o próprio preço da energia de Ita- tinga fornecida para o porto de Santos está defasa- do. E Bertioga sai prejudicada”, observa o consultor. Amaral frisa que a prefeitura deve ficar aten- ta ao risco que corre com eventual alteração da distribuição dos royalties do petróleo, segunda maior receita de Bertioga. O Congresso Nacional JCN Para Rodolfo Amaral, o desenvolvimento de Bertioga é altamente viável JCN

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