Arquivo 19/05/2016--92

Redação
Publicado em 18/05/2016, às 21h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h53

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Jornal Costa Norte 19 de maio de 2016 92 Turismo, instrumento de combate à crise Bertioga tem tudo para se tornar um destino turístico inigualável graças aos seus km de praias limpas, trilhas em meio à Mata Atlântica, rios e cachoeiras exuberantes Em meio à crise econômica e política que abala o país, o turismo é apontado pelo prefeito Mauro Orlandini como um valioso curinga para municípios como Bertioga, que apostam no se - tor para enfrentar uma realidade adversa como a atual. Anualmente, o turismo é responsável, di- reta e indiretamente, por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que representa R$ 492 bilhões, segundo o Ministério do Turis- mo. Além disso, são mais de 3 milhões de postos de trabalho em mais de 52 diferentes atividades, como hospedagem, alimentação, setor aéreo e de agenciamento. O World Travel & Tourism Council (WTTC) aponta o Brasil como a nona maior economia turística do mundo. E com tantos atrativos naturais – 33 qui- lômetros de praias limpas, trilhas em meio à Mata Atlântica, rios e cachoeiras exuberantes -, Bertioga tem tudo para se tornar um desti- no turístico inigualável. Na opinião do prefeito Mauro Orlandini, há uma tendência de o turista valorizar o natural, o simples, e uma paisagem orgânica e nativa é exatamente o que a cidade tem para oferecer. “O importante para as pes- soas é o contato com a natureza, o convívio pessoal, a possibilidade de andar de bermuda e chinelos, sem precisar ostentar. As pessoas vêm a Bertioga em busca de tranquilidade e de qualidade de vida”, acredita. Mas quando toda essa potencialidade se re - fletirá na economia da cidade? Orlandini não sabe dizer com exatidão, mas acredita que o caminho para isso está sendo trilhado. Para ele, a integração entre o Poder Público e a iniciativa privada, especifi- camente a do setor turístico, sinaliza para um ama- durecimento importante da cidade neste sentido. “Estamos vivendo este processo. Claro que não vai acontecer como em um passe de mágica, de hoje para amanhã. Só chegaremos a um amadureci- mento pleno lá na frente. Porém, se compararmos o que éramos ao que somos hoje, melhoramos muito e ainda temos muito a melhorar. Estamos no cami- nho para isso”. Para Orlandini, o entendimento, por par - te daqueles que trabalham diretamente com o turista, e até da própria comunidade, de que receber bem o viajante é fundamental para o fortalecimento da cidade como destino turís- tico, é outro termômetro dessa evolução. “A forma de tratamento, a atenção, o diálogo, são muito importantes. Afinal, o turismo não acon - tece sozinho. Ele não vai existir simplesmente porque o local tem potencialidades e equipa - mentos. Ele vai se tornar real se houver uma somatória de forças, desde os órgãos públicos até a comunidade, e quando todos estiverem engajados a este espírito de pertencerem a uma cidade turística”. Do ponto de vista de Orlandini, a vocação náutica de Bertioga tem se apresentado como im- portante alternativa para o desenvolvimento do município, principalmente por sua riqueza hídrica

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