Arquivo 19/05/2013--110

Redação
Publicado em 18/05/2013, às 21h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h55

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Jornal Costa Norte - 19 de maio de 2013 · Edição especial de emancipação: Bertioga 22 anos 110 Gente nossa por trás do político O homem Orlandini chegou a Bertioga em 1979, um jovem recém-formado em arquitetura e avesso à política. Mas, foi ela quem mudou sua história e, hoje, perto dos 60 anos, acredita ter feito tudo na hora certa Mauro Orlandini, já em seu discurso de posse no primeiro mandato, declarou que desejaria ser o pior prefeito de Bertioga. Com isso, quis dizer que desejava que os próximos fossem sempre melhores. Eleito pela terceira vez em 2012, Orlandini vive uma fase de colheita dos frutos que plantou. Nascido em Batatais, e criado em Brodoski, ambas no interior de São Paulo, Orlandini chegou a Bertioga em 1979, recém-formado em arquitetura (FMU - São Paulo) e avesso à política. Hoje, perto dos 60 anos, mudou sua história e acredita ter feito tudo na hora certa. Acompanhe, a seguir, alguns as- pectos de sua vida e obra até hoje. Como foi a sua juventude? Eu era um adolescente com cabelão; cortei o cabelo quando entrei na faculdade, e mi- nha mãe fez questão de guardar numa caixinha de meia Selene. Ela sempre foi cuidadosa e eu, muito certinho. Depois que fui para a capital, vi que tudo era meu, ganhei o mundo. Vivi, curti bas- tante, foi um momento muito rico para mim. Depois, vim para cá e minha vida normalizou, casei. Fiz tudo o que tinha que fazer, na hora em que tinha fazer. Por que veio para Bertioga? Comecei a frequentar a cidade porque um tio meu tinha uma ruína de uma construção de uma casa em Bertioga. Quando eu fazia faculdade, vim visitar e percebi que aqui era um lugar de futuro, só não sabia qual era o futuro. Vim e enxerguei o potencial do turismo, não sabia como participaria dessa área. Comecei a fazer projetos em um escritório de arquitetura e engenharia que montei com meu cunhado. Prefeito, como o senhor entrou no meio político? Eu não gostava de po- lítica. Na faculdade, passei longe dos movimentos e do diretório acadêmico. Quando vim para Bertioga trabalhar com arquitetura, a cidade pertencia a Santos. Oswaldo Justo era o prefeito na época e precisava nomear um adminis- trador para Bertioga. Ele ia nomear um amigo dele, mas se deparou com uma lei que só permitia que engenheiros ou arquitetos administrassem Bertioga. Ele me chamou; eu acreditava que só iria ficar dois meses e acabei ficando dois anos e meio. Não sei dizer como ele me convenceu, mas todos têm o di- reito de acreditar no destino, não é? Sua formação o ajudou a encarar a política? O prefeito Justo me ajudou muito enquanto eu estava na adminis - tração, mas uma coisa me deu prazer em trabalhar no ramo: a sensibilidade. O arquiteto tem sensibilidade, e tudo o que faço é pensando no bem-estar das pessoas. Tenho percepção de que tudo deve ser feito pensando em gen- te. Porque a escola é feita para pessoas, o hospital é feito para pessoas. A feli - cidade das pessoas é o centro de tudo. A minha profissão é fundamental em uma prefeitura, principalmente, em uma cidade como Bertioga, que ainda está em processo de implantação. Como analisa seus três mandatos? O período da gestão é muito curto, as coi- sas acabam se atropelando, mesmo por- que, quando ela vai dar resultado, você já está em outro mandato. Já é outra pessoa que comanda e, às vezes, não concorda com o que foi feito antes. Isso atrasa muito as coisas. Por isso fui candidato à reeleição; agora conseguimos consolidar uma série de coisas, sem mudar a filoso- fia, e sem mudar os caminhos. Por Marina Aguiar “Agora conseguimos consolidar uma série de coisas, sem mudar a filosofia, e sem mudar os caminhos” Mauro Orlandini Foto Dirceu Mathias

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