Arquivo 19/05/2012--72

Redação
Publicado em 18/05/2012, às 21h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h34

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72 O senhor foi o primeiro prefeito de Ber- tioga. Depois se afastou do cenário polí- tico municipal; o que o fez voltar? A experiência que eu tive como admi - nistrador de Bertioga, depois a primei - ra gestão na prefeitura, e em seguida na Associação Paulista de Municípios. Isso abriu um leque bastante grande e foi o que fez com que eu me candi - datasse novamente até para aproveitar esse conhecimento, essa maturidade para o momento que Bertioga estava passando. Acreditei que ela precisava dessa estabilidade. Mesmo sabendo o risco que eu estava correndo, por não conseguir resolver todas as questões, principalmente no tempo que a comu - nidade queria. O senhor avalia que este mandato foi mais difícil que o anterior? Na campanha eu já falava sobre isso. Que tem muitas coisas que são difíceis de resolver e outras que nem consegui- mos encontrar soluções que agradem a todos num primeiro momento. Isso porque, eu tinha uma experiência, tinha uma vivência e sabia avaliar. Sabia que ia ser difícil e foi difícil. Quais foram as maiores dificuldades? As legislações estaduais e federais muda- ram muito desde o meu primeiro man- dato, os conceitos, a própria autonomia, o prefeito acaba ficando engessado. Qual o perfil de seu governo? Eu tenho a preocupação de que a minha administração seja voltada para o coleti - vo. É essa a essência que eu passo para a minha equipe, trabalhar o coletivo, não fazer favorzinho pessoal. Você poder chegar no hospital descalço ou de terno e ser tratado igual; conseguir uma vaga na creche de acordo com a ordem que a mãe fez a inscrição; ninguém passar na frente de ninguém, esse é o norte de nossa administração. O senhor considera o seu governo mais voltado para o lado humano? Sim. O tema de campanha era o resgate da altoestima da comunidade. Embora a comunidade costume avaliar e julgar se- gundo o que vê, e nisso as obras acabam sendo mais esperadas. Existe uma obra muito maior do que a física. Por isso, num primeiro momento, a gente prefe- riu investir no fortalecimento da célula base da sociedade que é a família. De que forma? Nós temos hoje 38 cursos oferecidos gratuitamente para mais de 7 mil crian- ças em várias modalidades culturais e esportivas. Priorizamos a saúde, a edu- “Eu sou o prefeito possível” Com a tranquilidade e serenidade costumeiras, o prefeito Mauro Orlandini faz uma avaliação positiva de seu governo, cujos últimos quatro anos foram difíceis, mas com resultados definitivos No último ano de seu mandato, o atual prefeito Mau- ro Orlandini mostra-se tranquilo em relação a sua per- formance à frente da administração bertioguense, apesar de ter enfrentado períodos de descrédito por parte da população, devido principalmente ao atraso no início de obras de infraestrutura urbana no município. Diz que a meta de seu governo foi priorizar o lado humano, com o fortalecimento da célula da sociedade, definida por ele como a família, com investimentos em saúde, educação e segurança. Por outro lado, defende que planejamento e infraestrutura urbana nunca foram deixados de lado, mas que a burocracia dos setores e, a sua própria forma de governar, com exigência de qualidade, foram respon- sáveis pela demora no início das execuções dos diversos serviços que, só agora, ponteiam por toda a cidade nos mais diversos setores. Poder “Eu não consegui vencer tanta burocracia, licenças, autorizações e reaprovações de projetos, num tempo diferente, por isso as obras só estão acontecendo agora.”

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