Arquivo 19/05/2010--60

Redação
Publicado em 18/05/2010, às 21h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 17h56

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Arte Lembranças em tela A frase é do pintor bertioguense San- dro Bueno Justo e retrata uma das doces lembranças de infância que ele irá per- petuar em tela, em homenagem aos 100 anos de Itatinga. O quadro fará parte de uma exposição especial (local ainda não definido), em outubro, com telas de sua autoria, todos com imagens da antiga vila e da usina. O primeiro quadro do artista com essa temática foi a capela Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira de Itatinga, que ele retratou quando tinha apenas 12 anos de idade. Sandro nunca mais parou de pintar a vila. A usina, o bonde, as cachoeiras, ca- sas... Toda a beleza da antiga vila in- glesa, pelos olhos de quem passou a infância correndo por suas matas. “Já perdi as contas de quantos quadros já pintei com esse tema. Pinto o meu pas- sado, a minha gente”, diz. O artista viveu na vila até os 12 anos, depois se mudou, por problemas de saú- de. Sua família tem forte ligação com o lugar. O bisavô, o avô e o pai, Ademir Ra- mos Justos, foram funcionários da usina. Mesmo depois de ir morar em Santos, Sandro lembra que todos os finais de se- mana, a família voltava à vila para passear e rever parentes e amigos. Foi assim du- rante toda a infância e juventude. “Acabei fixando moradia em Bertioga quando pas- sei no primeiro concurso público, em 1993”. Sandro é só emoção ao falar de Itatin- ga. “Lembro de quando as calçadas eram lavadas com escovão, ficava tudo brilhan - do. As festas, os bailes, a convivência das pessoas, era tudo muito bonito”, conta. A arte figurativa mostra bem os sen- timentos do artista. “Na tela o passado fica para sempre. Sigo a filosofia de Be- nedicto Calixto, de deixar uma marca de sua época, um legado para a pintura”. O pintor não se esquece de uma frase de seu avô, ao acordar pela manhã e ver, na sala, um dos quadros que ele (Sandro) havia finalizado durante à noite: “Andei muitos quilômetros para chegar num lu- gar, construir família e ganhar um neto que me levou de volta para o passado”. O quadro tinha a imagem de um dos carros- -chefes do artista, o bonde e a Maria fu- maça. “Eles são um símbolo de trabalho, de força, uma ligação muito forte com o meu avô”, ressalta o artista. Capela e Maria Fumaça são os temas prediletos do artista Sandro prepara exposição em homenagem ao centenário Chegada do bonde à vila causava curiosidade nos moradores

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