O governo estadual pode suspender, nesta quarta-feira, 03, a classificação da Baixada Santista na severa fase vermelha  nas noites dos dias da semana e durante a totalidade dos finais de semana

Em coletiva de imprensa, realizada neste dia 1º, o governador João Doria (PSDB) afirmou que se o número de internações e de óbitos permanecerem em queda, o governo poderá suspender as medidas impostas pelo Plano São Paulo ao comércio não essencial, tal como bares, shoppings e restaurantes não somente na Baixada Santista, mas em outras regiões do estado. Os estabelecimentos são proibidos de funcionar nos períodos de fase vermelha.

Desde 25 janeiro, a Baixada Santista intercala a fase laranja das 6h às 20h nos dias úteis com a fase vermelha das 20h às 6h nestes dias e aos finais de semana. As medidas estavam previstas para durarem até 08 de fevereiro, quando entraria em vigor uma nova reclassificação ainda não anunciada.

Apesar de os números de óbitos e internações ensaiarem uma queda desde que o governo estadual recrudesceu as restrições, mais pessoas seguem morrendo e sendo internadas por covid-19 atualmente do que entre setembro e dezembro de 2020. A média de internações, por exemplo, foi de 1.545 por dia, perante 1.685 da semana anterior.

Segundo o secretario estadual de saúde, Jean Gorinchteyn as taxas de ocupação de leitos estão há duas semanas em regressão.

Uma eventual suspensão da fase vermelha, nesta quarta, 03, não dispensaria a Baixada Santista da reclassificação prevista para a próxima sexta-feira, 05. Na sexta-feira passada, 29, o prefeito de Santos e presidente do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista), Rogério Santos (PSDB), enviou uma solicitação ao governo estadual de reclassificação antecipada da região e ouviu um não do governo estadual nesta segunda.

A Baixada Santista sofreu no primeiro final de semana de fase vermelha. Foram registradas aglomerações em bailes funks, bares abertos em horário não permitido, interdições, comemorações de torcidas, guarda-sóis e aglomerações nas praias  em quase metade das cidades da região; já na ocasião, a região contabilizava mais de 3000 mortos por covid-19. 

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Rogério Santos argumentou junto ao governo estadual que os índices da Baixada Santista possibilitariam uma classificação em fase menos restritiva.  Os indicadores citados pelo presidente do Condesb são os mesmos citados por Doria e pelo secretario estadual de saúde em âmbito estadual.

Órgão ligados ao governo estadual, negaram a possiblidade do atendimento do pedido das prefeituras da Baixada. Em resposta a solicitação, a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) do governo estadual afirmou, na tarde de ontem, 1º, que  "o anúncio da reclassificação do Plano SP para todo o Estado, sem exceções, está previsto para 6ª feira (5/2), com as medidas valendo a partir de 2ª feira (8/2)".

Agora, com a possibilidade de uma reclassificação nesta quarta-feira, os prefeitos da Baixada Santista podem conseguir por outra via a suspensão da fase vermelha na região.

No que concerne à reclassificação da próxima sexta-feira, a Secretaria de Desenvolvimento Regional, Patrícia Ellen, afirmou que a Reclassificação da Baixada Santista, dentre algumas outras regiões de São Paulo, será “muito positiva”.