O caso envolvendo a soltura de André Oliveira Macedo, o André do Rap, foi esclarecido por seu advogado de defesa, Áureo Tupinambá Filho, durante o programa Café da Manhã desta quarta-feira, 14, na TV Cultura Litoral.

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Ele explica que somente foi aplicada a lei, tendo em vista que, após o pacote anticrime, o juiz responsável deveria ter renovado a prisão no período de 90 dias, ou seja, em 25 de setembro. Como isso não ocorreu, a defesa de André do Rap fez valer a lei. No entendimento do advogado, talvez não tenha ocorrido falha da justiça, mas que, naquele momento, o juiz pode ter entendido que não era necessária a renovação. 

Ainda assim, ele afirma que, apesar da liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, "fizeram de tudo para manter o André preso, não facilitaram". Isso porque, a decisão de soltura teria sido emitida no dia 2 de outubro, e cumprida somente no dia 10. O advogado precisou apresentar habeas corpus no sábado pela manhã para que fosse concretizada. 

Áureo revela também que, após a soltura, ele foi com seu cliente e a esposa para um hotel em Maringá, no Paraná, que seria mais próximo da penitenciária de Presidente Venceslau do que o seu endereço, em Santos, para que ele fosse posteriormente para seu destino. No entanto, o advogado afirma não saber o paradeiro de André atualmente, tendo deixado-o em Maringá. 

Sobre a decisão do presidente do STF, Luiz Fux, tomada horas após a soltura, o advogado afirma que ela foi tomada durante o plantão, e que reiteraria o pedido junto ao ministro Marco Aurélio na terça-feira. Ele também teria orientado o cliente que, caso não foisse renovado o habeas corpus, que ele se entregasse. 

O advogado também criticou as informações passadas sobre o caso, de que haveria 600 policiais em escolta, e de que André teria um jatinho esperando por ele. "Fizeram um circo", afirmou. Conforme observou, caso tivesse mesmo um jatinho, ele teria sido interceptado.