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PAUSA NO BRASILEIRÃO

Arbitragem brasileira cogita paralisar futebol em protesto à CBF

Anaf protesta contra o corte no repasse do dinheiro gerado por patrocínios estampados em uniformes dos árbitros. “Recebíamos R$ 30 mil mensais dos R$ 10 milhões que a CBF recebe dos patrocinadores”, diz presidente

12/07/2022 às 11:30.
Atualizado em 12/07/2022 às 14:47
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Arbitragem brasileira cogita paralisar futebol em protesto a CBF (Bruno Cantini/Divulgação Atlético-MG)

Arbitragem brasileira cogita paralisar futebol em protesto a CBF (Bruno Cantini/Divulgação Atlético-MG)

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Os clubes de futebol da Série A foram pegos de surpresa com a informação de que os jogos do Campeonato Brasileiro correm o risco de não acontecerem. A Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf) emitiu uma nota oficial na segunda-feira (11), propondo uma greve geral para paralisar o Brasileirão 2022.

O principal motivo do descontentamento, segundo a Anaf, é o corte no repasse do dinheiro gerado por patrocínios que são estampados nos uniformes da equipe de arbitragem.

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A entidade diz que o corte no repasse foi uma ação do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e há seis meses a Associação tenta resolver o problema, mas sem sucesso. 

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“Recebíamos R$ 30 mil mensais dos R$ 10 milhões que a CBF recebe dos patrocinadores que expõem suas marcas nas camisas da arbitragem. Esse recurso era utilizado para a manutenção da entidade, que o utilizava em benefício dos árbitros aplicando seguro lesão, para quem se contundir, transporte terrestre, auxílio médico, jurídico… uma série de benefícios que teremos de cortar” explicou Salmo Valentim ao site Lance!

Após afirmar que iria se reunir com a equipe de arbitragem para discutir a possível greve, Valentim voltou às redes sociais, na manhã desta terça-feira (12), afirmando que há sim um senso comum entre os profissionais para que o Campeonato Brasileiro seja paralisado em forma de protesto.

“Passei o dia de ontem e estarei durante o dia de hoje conversando com os árbitros. Há, de fato, um senso comum para que, EM PROTESTO, o Brasileirão seja paralisado contra as medidas tomadas pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, contra a categoria”, escreveu nas redes sociais.

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“Mesmo diante desse cenário acredito que com diálogo possamos estancar a crise. Entretanto, sigo preservando os árbitros e trabalhando por seus interesses. A Anaf repudia a maneira como a categoria vem sendo tratada pelo pres. da CBF e não vai deixar de se posicionar. NUNCA”, finalizou.

O que diz a CBF

Após a denúncia da Anaf, a CBF se pronunciou, por meio do presidente da Comissão de Arbitragem, Wilson Seneme, afirmando que a associação não representa mais os árbitros, pois 90% deles não são associados.

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“A verdade é que a Anaf não representa mais os árbitros. Hoje 90% deles não são associados. Estou na CBF há três meses e nunca recebi um pedido de árbitro com reivindicação sobre falta de direitos. Hoje os árbitros estão carentes de uma associação, já que a atual diretoria da Anaf a colocou em descrédito” afirmou Wilson Seneme.

De acordo com o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, um levantamento do departamento jurídico, apurou que em administrações passadas havia um repasse mensal de R$ 30 mil à Anaf para que eles indicassem o nome de um auditor ao STJD. Porém, esse valor foi cortado após não serem encontrados contrato, justificativa e prestação do serviço.

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Salmo também se queixou de que há seis meses tenta ser recebido por Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, mas não consegue. Ednaldo afirmou, ao jornal O Globo, que se encontrou com Salmo quando ele ainda era presidente interino, e que recomendou que conversas sobre o assunto fossem tratadas com a Comissão de Arbitragem.

“O recebi quando ainda era interino. Ele queria fazer uma reestruturação da arbitragem, mas não falou com o (Leonardo) Gaciba, que na época era o presidente da Comissão de Arbitragem, o que achei estranho. Pedi que ele levasse todos os assuntos referentes à arbitragem à comissão”, disse.

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