Os planos de previdência corporativos estão em alta desde que a Reforma da Previdência foi aprovada. Com as mudanças nas regras, muitos trabalhadores recorreram aos planos de previdência privada de suas empresas para montar uma aposentadoria complementar e ter mais tranquilidade no futuro. 

Porém, o que acontece com o dinheiro aplicado se o colaborador for demitido? Aqui, vamos explicar o que pode ser feito em caso de previdência privada e demissão. Leia este artigo até o fim e descubra!

O que é a previdência privada corporativa? 

A previdência privada corporativa ou empresarial é um plano de previdência privada oferecido para os funcionários de uma empresa. Muitas empresas estão ofertando estes planos como benefícios para trazerem facilidade aos funcionários nessa guinada rumo à previdência privada. 

No plano de previdência corporativo, o colaborador tem mais facilidade para aplicar o dinheiro, já que os aportes podem ser descontados diretamente na folha de pagamento. Muitas empresas oferecem o chamado “match”, quando elas complementam o aporte do colaborador, engordando os valores investidos. 

Quais são os tipos de planos de previdência privada de uma empresa? 

As empresas podem oferecer planos de previdência privada fechados ou abertos, como mostraremos a seguir:

Plano de previdência fechada

Aqui, as empresas criam um fundo de pensão, em que os colaboradores contribuem de forma colaborativa. Neste caso, a própria empresa cria os termos e regras de colaboração e recebimento, esse sistema é bastante utilizado por grandes empresas. 

Plano de previdência aberta

Aqui, as empresas criam um plano de previdência privada com a ajuda de uma corretora de seguros. Dessa maneira, os funcionários podem aproveitar do plano para começarem a aplicarem seus dinheiros por planos VGBL ou PGBL. 

O que é “match” na previdência corporativa?

O match é uma espécie de incentivo para que os colaboradores invistam na previdência corporativa. Geralmente, a relação do match é de 1 para 1, ou seja, se o colaborador investir 5% do salário, a empresa contribui com mais 5% sem descontar do benefício do colaborador, aportando mais dinheiro em seu plano de previdência privada. 

Dessa maneira, o colaborador pode criar a disciplina de investir cada vez mais, para que a empresa também aumente seus aportes em seu plano. Assim, fica muito mais fácil se motivar para investir na aposentadoria e se manter na empresa por mais tempo, sendo uma estratégia boa para ambos os lados. 

O que acontece com a previdência corporativa em caso de demissão?

Como as empresas ditam as regras e definem os termos do plano de previdência corporativa, os funcionários precisam estar atentos a estes detalhes na hora de assinar o contrato. Mas fique tranquilo porque ser demitido ou pedir demissão não faz você perder o dinheiro investido no plano de previdência privada. 

As alternativas que podem ser tomadas pelo colaborador estão descritas no contrato do plano, confira abaixo as possibilidades que o funcionário demitido possui nestes casos:

Portabilidade 

Poucos sabem, mas é possível fazer a portabilidade de um plano de previdência privada. Dessa forma, o colaborador pode optar por migrar os recursos investidos do plano da empresa para um novo plano, de outra empresa ou próprio, e assim ele não perde nada do que investiu e nem os rendimentos que obteve ao longo do período. 

Autopatrocínio 

O colaborador também pode manter o plano de previdência corporativa, mesmo sendo demitido da empresa. Nesse caso, ele pode continuar realizando os aportes mensais sem nenhum problema, apenas perderá o match da empresa. Provavelmente para manter o plano, o colaborador terá de pagar as taxas, antes pagas pela empresa. 

Benefício Proporcional Diferido 

Para aqueles que não querem perder o dinheiro investido, mas também não querem assumir o plano e pagar as taxas de manutenção, é possível optar pelo benefício proporcional diferido. Dessa forma, o colaborador não precisa contribuir e nem perde os valores acumulados. Nestes casos, o montante aplicado segue congelado no plano até a aposentadoria. 

Resgate 

O colaborador também tem o direito de encerrar o plano e resgatar o dinheiro investido quando for demitido. Com isso, ele terá a garantia de recuperar os aportes realizados por ele no período de contribuição. 

No caso dos aportes da empresa, o colaborador terá que verificar o que foi determinado no contrato. Em alguns casos, a empresa não permite o resgate dos seus aportes por parte do funcionário após a demissão, ou seja, o dinheiro investido volta para a empresa. 

Porém, algumas organizações definem um tempo de contrato mínimo para o resgate dos aportes da empresa. Dessa forma, se esse prazo mínimo já tiver passado, o funcionário pode optar pelo resgate do montante total do plano, inclusive os seus aportes e os aportes feitos pela empresa. 

E aí conseguiu entender? Acredito que você esteja mais tranquilo agora, sabendo que o seu investimento está garantido, mesmo em caso de demissão. É importante frisar que ficar de olho nas cláusulas do contrato é importante para não se surpreender no futuro, então questione os mínimos detalhes e só entre em um plano que lhe seja realmente favorável.