Em uma época de dúvidas e incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus, muitas empresas precisam se estruturar para manter os seus profissionais e deixá-los seguros mesmo com o instável cenário atual, tanto da economia, como da saúde.

Por isso, o setor de https://www.onze.com.br/blog/recursos-humanos que ao longo dos anos se tornou fundamental nas empresas de sucesso, é um forte aliado entre companhias e funcionários que buscam um desenvolvimento conjunto e um crescimento contínuo, principalmente nesse período de crise.

Esses profissionais são responsáveis por questões administrativas que envolvem os colaboradores e ajudam a empresa a alcançar as metas estipuladas.

Com boas estratégias, os profissionais da área trabalham para aproveitar ao máximo a capacidade do capital humano, mas sem perder de vista o bem-estar de todos. 

Um estudo da Top Employers Institute, de 2016, apontou que empresas que integram boas práticas de recursos humanos em suas estratégias empresariais tiveram um valor de mercado 51% maior do que aquelas que não adotam a prática, considerando a cotação das ações na Bolsa de Valores.

Uma das vantagens desses profissionais é enxergar ferramentas para valorizar a equipe, sem prejuízo aos cofres da empresa e, uma dessas maneiras, é oferecendo uma previdência corporativa para os funcionários. 

Ao contrário do que muitos imaginam, esse não é um benefício que somente pode ser alcançado pelas grandes empresas e, se pensado de forma inteligente, o investimento pode trazer mais vantagens do que despesas.

Isso porque a aplicação financeira conta com uma série de benefícios fiscais que fazem com que a contribuição da empresa custe até 60% menos do que o mesmo valor pago na forma de salário. 

Além disso, oferecer previdência corporativa ajuda a melhorar a produtividade dos funcionários, pois aumenta sua segurança financeira.

Esse aporte pode ser feito por meio de uma contribuição conjunta, entre a empresa e o colaborador, no qual ele contribui com 8% do seu salário, a empresa contribui com o mesmo valor, por exemplo. 

Ou ainda, o valor investido pela empresa pode ser fixo, baseado em cargos ou em cima da contribuição de cada funcionário. Este é um benefício amplo e que pode ser trabalhado de várias formas. 

Além de todas as vantagens citadas, existe uma extra: o benefício da previdência corporativa representa um custo baixo para as empresas por causa dos incentivos fiscais que ela recebe ao patrocinar as parcelas. 

Além de benéfico para os funcionários, oferecer um plano de previdência é também uma forma de economia para as empresas. Isso porque existem benefícios públicos com incentivos fiscais de diversas formas, para que se encaixem em vários modelos de negócio.

Contribuições feitas a planos de previdência podem ser deduzidas como despesas operacionais no Imposto de Renda da empresa. 

Há, porém, um teto para essa dedução que equivale a até 20% da folha salarial dos que aderiram ao plano. 

Para obter essa vantagem fiscal, a exigência é que a empresa opte pelo regime de tributação do lucro real e liste esses gastos como despesas operacionais.

Contribuições feitas pela empresa ao plano de previdência corporativo do funcionário que excederem o teto de dedução do Imposto de Renda podem abater parte da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

A empresa não é obrigada a recolher encargos trabalhistas sobre as contribuições que faz ao plano de previdência corporativo, pois esses valores não são considerados parte do salário.

Dessa forma, uma maneira da empresa ter menos custos com a folha de pagamento é já incluir esse benefício ao montar uma política de salários. 

Assim será possível reduzir custos com a folha e ao mesmo tempo atrair talentos por conta do benefício. 

Uma pesquisa realizada pela Aon Brasil aponta que 51% das companhias brasileiras já aderiram aos planos de previdência corporativa como forma de atrair e reter talentos, apoiadas em parte pelos benefícios fiscais envolvidos. 

A própria CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) exclui a contribuição paga aos empregados ao fundo de previdência em seu nome da categoria salarial. 

O consultor contábil e CEO da Planned Soluções, Adelmo Nunes, explica que isso deixa claro que as contribuições pagas pelos empregadores relativas a programas de previdência corporativa em favor de seus empregados e de seus dirigentes não são consideradas como rendimento tributável destes. 

Essa é uma maneira de remuneração indireta não tributável que reduz o lucro tributável das companhias. 

Vale ressaltar que, além dos benefícios apresentados, o plano de previdência corporativa melhora o orçamento pessoal dos colaboradores os incentiva a montar uma reserva financeira. 

Diferente do que se pode pensar, isso não aumenta apenas o bem-estar do colaborador, mas também é uma vantagem para a empresa, pois o estresse financeiro reduz a produtividade e aumenta a rotatividade das organizações.

Por essa razão é importante que a empresa acompanhe e monitore a condição financeira de cada funcionário

Isso deve ser feito não apenas de forma passiva, oferecendo benefícios financeiros, mas também de forma ativa, como forma de fazer com que o plano de previdência corporativa e a segurança financeira seja efetiva e aumenta a confiança do trabalhador na empresa e nele mesmo.