REDE DE INTRIGAS

“Se desfizer o negócio, vai morrer”: homem é ameaçado após desistir de vender casa em Praia Grande

Cozinheiro se viu envolvido em estranha rede de intrigas envolvendo suposto corretor, suposto comprador, suposta correspondente bancária e suposto marido dela; após suspeitar e desistir do negócio, homem foi ameaçado de morte; caso é investigado em Praia Grande como estelionato e ameaça

Da redaçãoPublicado em 15/09/2021 às 12:38Atualizado há 16/09/2021 às 09:07
Vista aérea do bairro Maracanã, em Praia Grande (Imagem: Claudemir Fiorentino / Google Street View)

Vista aérea do bairro Maracanã, em Praia Grande (Imagem: Claudemir Fiorentino / Google Street View)

Um cozinheiro de 40 anos foi ameaçado de morte por um suposto intermediário, após desistir da venda de um imóvel em Praia Grande, neste sábado (11). Dois dias após a ameaça, nesta segunda-feira (13), o homem procurou o 1º DP de Praia Grande e denunciou a ameaça.

Em depoimento, o cozinheiro afirmou que tentou vender seu imóvel, localizado no bairro Maracanã, por intermédio de um suposto corretor. Após anunciar a intenção de venda, um suposto comprador lhe foi apresentado pelo corretor e ambos concretizaram a venda na véspera da ameaça.

O suposto comprador, afirma o cozinheiro vendedor, faria o pagamento por meio do uso de seu FGTS e complementaria o montante por meio de um financiamento bancário. Entretanto, o suposto comprador teria tido problemas com o financiamento no banco, que teria lhe exigido um comprovante de endereço em Praia Grande para liberar o dinheiro.

O vendedor afirma que o problema começou aí, pois o comprador deu indícios de má-fé, utilizando, sem sua autorização, uma cópia do Instrumento Particular de Compra e Venda, firmado por ambos, para alterar a titularidade da conta de energia elétrica da casa à venda.

A intenção do comprador, disse o cozinheiro em depoimento, era usar a conta de luz da casa como comprovante de endereço para obter o crédito no banco. No entanto, como não havia autorizado, o homem desistiu do negócio e resolveu acionar o banco. É precisamente aí que o relato do cozinheiro fica ainda mais estranho.

O cozinheiro afirma que recebeu do corretor o contato da correspondente do banco, para informá-la de que havia desistido do negócio. Entretanto, em contato telefônico com a suposta correspondente bancária, o vendedor foi atendido pelo suposto marido da mulher, e, ao informar o homem que havia desistido do negócio, surpreendentemente ouviu como resposta: “Se você desfizer o negócio, você vai morrer”.

Surpreendido e assustado, o cozinheiro denunciou a compra suspeita e a ameaça à polícia. O caso foi registrado como estelionato e ameaça e segue em investigação no 1º DP de Praia Grande.  

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