TERRÍVEL REENCONTRO

Jovem reconhece ex-colega de escola no meio de assalto residencial em Praia Grande (SP)

Três assaltantes encapuzados e armados pularam muro de casa em Praia Grande e renderam três familiares; durante assalto, um dos ladrões tirou o capuz, deixou cair a máscara e foi reconhecido por uma das vítimas: era um ex-colega de escola da jovem

Da redaçãoPublicado em 15/09/2021 às 11:34Atualizado há 15/09/2021 às 15:20
Vista áerea do bairro Solemar, onde estranho roubo ocorreu (Imagem: Eduardo Bicudo - Google Street View)

Vista áerea do bairro Solemar, onde estranho roubo ocorreu (Imagem: Eduardo Bicudo - Google Street View)

Um reencontro entre ex-colegas de escola aconteceu na mais improvável e trágica das ocasiões, na noite do último sábado (11), em Praia Grande, no litoral de SP.

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Uma jovem estudante de 25 anos pernoitava na casa do namorado e da sogra quando, subitamente, a residência foi invadida por um trio de homens armados e encapuzados que rendeu a família e os assaltou dentro de casa. 

Durante o assalto, antes da quadrilha fugir com dois carros da família levando eletrônicos e cartões bancários, por algum motivo desconhecido pelas vítimas, surpreendentemente, um dos assaltantes removeu o capuz da face, deixou cair a máscara e foi reconhecido pela jovem.  

“Eles estavam com capuz e máscara, mas a de um deles caiu”, afirmou, em entrevista ao Portal Costa Norte, nesta quarta-feira (15), a locatária da residência, uma professora aposentada de 62 anos. Ela afirma que não viu tampouco sabe porque motivo o assaltante resolveu tirar o capuz.

O filho dela, um analista de sistemas de 33 anos, confirma a versão da mãe. “Eles estavam encapuzados e com máscara de covid”, relembrou o homem.

Traumatizada, a jovem que reconheceu o ex-colega de escola, agora como seu algoz, não quis se manifestar. Amedrontados, a aposentada e seu filho pediram que seus nomes e endereço não fossem revelados.

Nesta segunda-feira (13) a professora aposentada denunciou o assalto no 3º DP de Praia Grande, que investiga o caso. Para preservar a integridade das vítimas, os nomes utilizados para identificá-las serão fictícios.

Praia Grande (Foto: Reprodução / Guia do Turismo Brasil)

O assalto e a estranha surpresa

Júlia afirma que por volta das 20h deste sábado repousava em sua casa na companhia de seu filho Rafael e da nora Ana quando três homens armados adentraram em sua casa no bairro Solemar e anunciaram o assalto.

“Pularam o muro e entraram aqui. Eu estava no meu quarto, distraída, quando eles entraram, com arma. Ameaçaram a gente com a arma e mandaram a gente para o quarto do meu filho”, relembra-se Julia. A mulher relata ter mantido a frieza durante a permanência dos assaltantes em sua casa e ter procurado acalmar o filho para que ele não reagisse.

“Não tive medo na hora, só fiquei apavorada depois, no domingo, quando caiu a ficha. Na hora, pensei só em controlar meu filho, para evitar de ele ter ideias de revidar, por isso fiquei calma”, confessa a aposentada, que completa.

“Acho que isso acalmou os assaltantes também. Falei com eles com calma e respeito. Disse que era professora. Um dos homens perguntou se eu precisava tomar remédio, foi buscar minha bolsa de remédio e me trouxe um copo de água. Só um estava mais acelerado”, relata ela.

Com a família rendida, o trio de assaltantes encapuzados e mascarados coletou eletrônicos, eletrodomésticos e cartões de banco de Júlia. “A gente ficou meio sem reação, assustados. Eu só queria que eles fossem embora e deixassem minha família em paz”, admite Rafael.

Cerca de 20 minutos após a entrada, os assaltantes fugiram em dois carros da família. Segundo informações do boletim de ocorrência, após a fuga da quadrilha, Ana, namorada de Rafael, disse a ele que reconheceu um dos assaltantes que havia tirado o capuz e deixado cair a máscara por alguns instantes.

Após a fuga, a família, trancada no quarto, gritou por ajuda e foi socorrida por vizinhos que chamaram a polícia. Em depoimento, Julia forneceu à polícia o primeiro nome do colega reconhecido por Ana. Horas após o assalto, os dois veículos da família foram encontrados e recuperados.

Entretanto, o trauma, dizem mãe e filho, é mais difícil de curar. “A gente está morando aqui há três anos e, até então, o bairro parecia tranquilo. Tem um monte de casa com portão baixo e ninguém entra. A nossa casa que tem muro alto eles pularam. Então estamos receosos”, confessa o analista de sistemas.  

“Eu nunca tive muito medo dessas coisas, achava sempre que acontecia com os outros, mas agora eu estou apavorada. Vou colocar grade em cima de tudo”, completa Júlia.

Apesar da noite aterrorizante, Rafael afirma que não deseja se vingar dos assaltantes. “Não desejo mal para ninguém não. Que o universo devolva para eles na mesma moeda o que eles fazem com as pessoas”, conclui.

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