TRISTE

Tartaruga-Gigante ameaçada é encontra morta em praia de Itanhaém (SP)

Animal, criticamente em perigo no Brasil, é da mesma espécie da tartaruga que encantou litoral ao desovar na região

Da redaçãoPublicado em 10/06/2021 às 11:41Atualizado há 13/06/2021 às 15:09
Espécie tem peso médio de 400 kg (Imagem: Divulgação / Instituto Biopesca)

Espécie tem peso médio de 400 kg (Imagem: Divulgação / Instituto Biopesca)

Uma tartaruga-gigante (Dermochelys coriacea), foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (10) em uma praia de Itanhaém, no litoral de SP. Segundo informações do Instituto Biopesca, o animal marinho, conhecido também como tartaruga-de-couro, foi encontrado  já sem vida durante a execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

A carcaça encalhou na praia do bairro Satélite, em Itanhaém (SP), aproximadamente às 7h de hoje e foi recolhida com o apoio da Prefeitura Municipal de Itanhaém e encaminhada para a sede do Instituto Biopesca, em Praia Grande. A equipe da instituição fará a necropsia do animal para investigar a causa da morte.

Carcaça do animal foi recolhida pelo Instituto Biopesca com apoio da prefeitura de Itanhaém na manhã de hoje (Imagem: Divulgação / Instituto Biopesca)

A tartaruga de couro é um animal imponente. Pesa em média 400 kg e chega a quase 2m de carapaça. O animal tem distribuição em todos os oceanos de clima temperado do mundo. Apesar disso, a espécie está criticamente em perigo no Brasil, segundo classificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Esse ano, uma tartaruga da mesma espécie encantou o litoral de São Paulo, ao desovar nas praias de Itanhaém. Posteriormente, contudo, os ovos não  fecundaram.

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A tartaruga encontrada morta não é a mesma que desovou na cidade, esclareceu o médico veterinário Rodrigo Valle, coordenador geral do Instituto Biopesca. “Não se trata do mesmo indivíduo que fez três desovas em Itanhaém entre fevereiro e março deste ano".

Equipe do Biopesca fará necropsia do animal para investigar causa da morte (Imagem: Divulgação / Instituto Biopesca)

O reconhecimento é possível, explica o Instituto, porque a fêmea que fez as desovas foi anilhada na ocasião da primeira desova, em 19 de fevereiro. O animal encontrado hoje, já sem vida, não apresentava a anilha.

O Instituto Biopesca

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

Veja como a espécie raríssima escolheu a praia de Itanhaém para depositar ovos clicando aqui

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