Costa Norte
Publicado em 11/04/2014, às 12h44 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h29
Por Antonio Pereira
O projeto visa complementar as atividades da corporação, que atualmente conta apenas com 65 soldadosEm tramitação na prefeitura de Bertioga desde janeiro de 2013, o processo para a criação de um sistema de videomonitoramento, cuja central será dentro do paço municipal, deve sair do papel em no máximo três meses. Pelo menos é o que espera o secretário municipal de Segurança Eduardo Silveira Bello. O trabalho é uma forma de equalizar o déficit operacional da corporação, que conta apenas com 65 soldados para cerca de 50 mil habitantes, número baixo quando comparado a dados de 1994, que apontavam 60 guardas para aproximadamente 10 mil moradores. Segundo o secretário, o serviço receberá investimento inicial de R$ 750 mil, sendo R$ 400 mil para equipamentos internos e outros R$ 350 mil para 27 câmeras que ficarão na orla da praia da Enseada, “Na primeira fase, o investimento será feito pela prefeitura, mas o grande ganho desse sistema é que ele estará aberto a futuras ligações, que poderão ser contratadas pela iniciativa privada, ou seja, um comércio ou banco, que estejam em qualquer ponto da cidade”, exemplificou. Em paralelo a este trabalho, o armamento da GCM, segundo o secretário, também deve ser implantado em julho. “Esse armamento será importante inclusive para a segurança desses profissionais”. Ele não descarta a possibilidade de um concurso para dobrar o efetivo. Atualmente, a guarda conta com 89 soldados, entretanto, 24 estão cedidos para a Defesa Civil e para o Departamento de Operações Ambientais (DOA). Com estudos iniciados em 2012, o sistema de monitoramento foi apresentado em reunião do Gamesp (Gabinete Metropolitano de Gestão Estratégica de Segurança) no ano passado e estará integrado aos sistemas de informação das polícias civil e militar, o que, de acordo com o secretário municipal, facilitará não só os trabalhos da GCM, mas de todas as forças policiais
De olho no crime Sistema de monitoramento estará disponível para qualquer ponto da cidade? Como é o sistema? Na fase inicial, será composto por 27 câmeras de alta definição, todas na orla na praia da Enseada. Quem se interessar pelo serviço e tiver uma câmera pode contratar por um valor que ainda será estabelecido. Na praia, o sistema é totalmente financiado pelo poder público. Para os demais pontos da cidade, ruas ou avenidas, o contratante pagará um valor para integrar sua câmera ao sistema. Como funciona? Imagens são armazenadas em um servidor e controladas por meio de uma central de monitoramento em tempo real, com opção de integração a outros bairros.
R$ 400.000.000,00 É o custo da instalação dos equipamentos internos da central de monitoramento Quando entra em vigor? Previsto para julho de 2014.