Vereadores falam de nova sede da Câmara, potencial da cidade e de mandato

Costa Norte
Publicado em 26/10/2012, às 15h00 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h51



Por Eliana Cirqueira

Luís Henrique Capellini (PR)

Ivan de Carvalho (PSDB)



Para completar a rodada de entrevistas com os parlamentares que assumem a Casa de Leis de Bertioga a partir do próximo ano (2013/2016), estiveram no programa ‘Café da Manhã’, da TV Costa Norte – Canal 48 UHF, o ex-vereador Luís Henrique Capellini (PR), o reeleito Toninho Rodrigues (DEM) e o iniciante Ivan de Carvalho (PSDB) durante esta semana. Já concederam entrevistas nos estúdios da emissora, na semana passada, os futuros vereadores: Pacífico Júnior (PSDB), Alemão (PRP), Valéria Bento (PMDB), José Feliciano (PTB), Dra. Beth Consolo (DEM) e Alecrim (PR). Entre os temas citados por Toninho, Ivan e Capellini está a mudança de sede do Legislativo, o potencial da cidade e o novo mandato. Confira alguns trechos:

TV CN – Como o senhor vê o potencial da cidade e como a Câmara deve interagir com a comunidade?

Ivan Carvalho - A nossa auto estima está baixa, a cidade precisa acreditar mais no potencial, nas pessoas. Parece que não tem coisas boas aqui e nós construímos muita coisa boa na cidade, precisamos valorizar isso. Um dos grandes trabalhos que teremos que fazer é incentivar a população. Um exemplo: o emprego. Ele não virá bater a sua porta. Você quer o emprego? Prepare-se, estude. Nós tivemos 78% de renovação [na Câmara]. Então, entendo esse percentual como uma reprovação popular ao modo anterior de legislar. Temos que buscar uma nova forma de fazer política aqui: a Câmara tem que estar muito mais próxima da sociedade [interagir].



TV CN - Por que Bertioga não alterou o número de vereadores em 2012, já que essa mudança seria válida para essa próxima gestão?

Capellini – Acredito que houve bom senso por parte dos vereadores em manter esse número mínimo de nove parlamentares, em função do número da população [50 mil habitantes]. A cidade poderia ter 13 vereadores, mas a estrutura que existe hoje não permite que se aumente o número de cadeiras. O número de gabinetes é limitado pelo espaço físico. Se aumentasse a quantidade de vereadores, o coeficiente eleitoral cairia. Isso propiciaria a muitos vereadores, que atuam hoje, retornarem a vereança. Realmente, acho que houve uma parcela significativa de responsabilidade dos vereadores atuais. Particularmente, acho que é importante que a Câmara vá para o imóvel da antiga Marjolly [propriedade adquirida na época em que Capellini foi presidente do Legislativo], para a transferência da Casa de Leis para um espaço maior.

TV CN – O senhor começa no próximo ano o seu 6º mandato, qual a expectativa?



Toninho Rodrigues - Vamos trabalhar mais esses quatro anos [e depois parar]. Ajudar o Orlandini, a administração e a população, para que a gente possa fazer um bom trabalho ao longo de todo o município. Desenvolver a cidade, com tranqüilidade e pé no chão. Há bastante serviço e quero retribuir aquilo que a população pensa da gente. É por isso que eles nos colocaram novamente lá, para trabalhar em função de uma qualidade de vida melhor para a cidade. Em 1992, participei do pleito de Bertioga e, desde então, estou na política. Vou para o 6º mandato e agradeço profundamente à população. Venho fazendo o trabalho com tranqüilidade, porque tenho compromisso com a cidade, sou daqui. Tenho uma responsabilidade e identidade com Bertioga que é diferente de outros vereadores.