Torcida preparada para próximo evento

Costa Norte
Publicado em 20/06/2014, às 19h51 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h20

- Costa Norte


Por Marina Aguiar A torcida bertioguense não anda fazendo muito barulho. Durante os dois últimos jogos, as ruas mantiveram-se totalmente vazias e alguns poucos comércios concentraram torcedores. No último jogo, entre Brasil e México, nossa equipe escolheu um destes comércios, onde mais de 60 pessoas acompanharam a disputa, na tarde de terça-feira, 17, no Centro. A expectativa era das melhores. “Vai ser 2 a 1”, gritou Ilza Furquim. Já o vendedor Gerlon Guimarães apostava em 2 a 0. Guimarães não levou somente a confiança; muitos acessórios fizeram parte da torcida de sua família. “Eu trouxe peruca, camisa e buzinas. Minha filha Tiffany está com o cachecol e camisa do Brasil. Vai dar sorte”, acentuou. A vendedora Joice apostou nas unhas com o desenho da bandeira. “Eu acho lindo, espero que dê sorte”, torceu. Tilie Maruana é corintiana roxa e vestiu a camisa da seleção mesclada com a do Corinthians. A estudante não fez bolão como a maioria das pessoas, mas torceu por dois gols do Brasil contra um do México. Para ela, “o adversário tá bem, mas o Brasil está melhor e merece nosso apoio”. Já a família Dias caracterizou a cachorrinha Laila. “Ela está fazendo um ano hoje e meu pai decidiu colocar a roupa verde e amarela para dar sorte para o Brasil”, explicou Samuel Dias, de 13 anos. Todos estavam muito esperançosos, mas, na metade do segundo tempo, a ansiedade deu lugar à preocupação. “Estamos preocupados, o jogo está quase no fim e ainda não saiu gol”. A falta de gols não desanimou o inglês Capp Y. O construtor estava acompanhado de um amigo, também inglês, e não tirou os olhos do telão. “Nós estávamos em São Paulo, mas resolvemos conhecer o litoral para fugir do trânsito e buscar tranquilidade. Amanhã vamos seguir de carro sentido Rio de Janeiro”, explicou. Mesmo com a nacionalidade inglesa, a dupla torce para o Brasil ser campeão. E toda caracterização da torcida não foi páreo para o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, que defendeu quatro tentativas de gol da nossa seleção. Fim de jogo, seguido da decepção do empate sem gols. “A gente esperava pelo menos dois gols para a seleção brasileira. Mas é bom pra vermos que ainda temos muito a melhorar”, lamentou o contador Charles Amorim Esteves. Após o jogo, ruas vazias. A festa está programada na cidade se o Brasil vencer a próxima partida contra Camarões, na segunda-feira, às 17 horas, em Brasília.