Costa Norte
Publicado em 13/06/2014, às 18h26 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h19
Por Antonio Pereira
Espaços já construídos recebem constantes manutenções da prefeituraCom três unidades construídas há pelo menos um ano, uma em construção e outra ainda a ser construída, os cinco conjuntos de quiosques da recém-urbanizada orla da praia da Enseada, em Bertioga, seguem sem previsão para entrar em funcionamento. Isso porque, segundo a prefeitura, o Projeto de Lei Complementar 01/2013, de autoria do prefeito Mauro Orlandini, que disciplina o uso dos equipamentos, foi encaminhado à Câmara Municipal no início do ano passado, mas ainda não foi votado e segue sem previsão para entrar em pauta, o que impede a abertura de processo licitatório. Para o técnico em segurança Clayton Vanderlei Gomes, morador de Guarujá, a morosidade é um desrespeito a moradores e turistas, e afasta o público da praia. “Se já está construído, teria que estar em funcionamento. Eu sempre vim para Bertioga e frequentei os quiosques porque acho a qualidade dos alimentos melhor do que a dos vendidos em carrinhos. A cidade pode perder turistas por causa disso”, afirmou. Outra que também é adepta dos quiosques, a dona de casa Nilva Caldas dos Santos, de Guarulhos, acredita que os quiosqueiros poderiam lucrar, inclusive, neste período de baixa temporada. “Agora, por exemplo, com os jogos da Copa do Mundo, esses locais estariam cheios”, complementou. É possível perceber que a falta de uso também compromete a integridade dos equipamentos, devido a ação do tempo e, principalmente, de atos de vandalismo. Segundo alguns comerciantes, pichações já se tornaram comuns e várias vezes os turistas já reclamaram das más condições dos banheiros. Em nota, a prefeitura de Bertioga informou que devido a última etapa da obra, que contempla a construção de mais dois quiosques, ainda não estar concluída, a aprovação do projeto de lei da licitação dos quiosques não se faz urgente, embora todo o processo já tenha sido adiantado por parte do Executivo. A prefeitura também informou gastar anualmente, em média, R$ 168 mil para limpar, repor ou refazer parte de equipamentos públicos que sofrem vandalismo, e colocou o telefone 153 da Guarda Civil Municipal (GCM) à disposição de denúncias. A Câmara Municipal não se pronunciou sobre o assunto.