O jacaré-de-papo-amarelo e o interesse pela notícia

Costa Norte
Publicado em 29/08/2014, às 13h47 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h34

- Costa Norte


Por Marina Aguiar

A informação e o incentivo à leitura por meio da notícia é um dos maiores objetivos do Sistema Costa Norte de Comunicação. E foi exatamente isso que a professora Susana Félix Paes Correa Leite fez com os alunos do 4º ano A, da Emeif Giusfredo Santini, no Jardim Vicente de Carvalho. A partir de uma notícia divulgada no Jornal Costa Norte em maio deste ano, os alunos desenvolveram um trabalho de pesquisa sobre o jacaré-de-papo-amarelo. Tudo começou quando a professora deu início aos estudos do gênero notícia. Ao instigá-los a pensar no texto de alguma notícia, a aluna Manuella lembrou-se da matéria intitulada “Jacaré-de-papo-amarelo é capturado no Jardim Vicente de Carvalho”. Sem acreditar na notícia, Susana pesquisou e descobriu que a manchete era verídica. A matéria informava que um casal de jacarés vivia em uma área residencial do bairro, em pequeno lago formado num terreno desabitado. Um deles foi capturado pela polícia ambiental e o outro continua no local. Ao descobrir que os animais eram alimentados pelos próprios moradores, a professora deu início a um trabalho de conscientização. Todos os alunos pesquisaram as características e curiosidades do jacaré-de-papo-amarelo e convocaram a fotógrafa Renata de Brito, que registrou o momento da soltura do animal, e a autora desta matéria, para apresentar o que os alunos aprenderam em um mês de pesquisas. Os pais também participaram da apresentação. O resultado foi incrível. Alunos que não demonstravam muito interesse nas aulas empolgaram-se com o assunto. Todos queriam contar o que descobriram e fizeram perguntas sobre o momento da soltura. O pequeno Everton Santos Vaz de Santana, de 9 anos, não tem medo dos animais e chegou a dar pedaços de frango para eles da sacada de um amigo. Depois das pesquisas, ele percebeu que aquele não é o habitat do jacaré. “Por mais que ele pareça não representar perigo, se estiver com fome ou se sentindo ameaçado, ele pode atacar”, contou. Não satisfeito, o falante Everton questionou: “Quem te deu a ideia para fazer aquela matéria?”; “Você teve medo do jacaré?”; “O que você achou da apresentação”. Essas foram algumas das perguntas feitas por Everton, que, no final da jornada, ficou em dúvidas sobre qual profissão seguir: repórter ou fotógrafo.