Noves homens são presos por seqüestro, tortura e cárcere privado em Boracéia

Costa Norte
Publicado em 20/04/2012, às 17h57 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h00

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Por Eliana Cirqueira

Nove homens foram presos em flagrante acusados de seqüestro, cárcere privado e tortura, na noite de domingo (15), num bar localizado no bairro de Boracéia, em Bertioga. De acordo com a polícia, os bandidos são membros de uma conhecida facção criminosa de SP. A vítima, o jovem R.B.A.M., de 18 anos, era acusado pelo bando de roubar um relógio, modelo rolex, e duas correntes de ouro do chefe da quadrilha, Anderson Ramos da Silva, o Shek, de 30 anos. “Esse indivíduo conhecido como Shek é envolvido com vários roubos”, afirmou o delegado José Aparecido Cardia.

Depoimento De acordo com o depoimento da vítima, ela ficou em poder dos marginais por cerca de 2h, numa ação conhecida como “tribunal do crime”, sob tortura moral e física praticada pelos bandidos. Segundo informações da polícia, uma testemunha percebeu o que estava acontecendo e relatou o fato a um policial que percorria as proximidades numa viatura. A polícia cercou um bar e conseguiu prender no local nove dos bandidos, sendo que dois conseguiram fugir. “Durante essa abordagem, dois criminosos conseguiram fugir, levando armas pesadas, como metralhadores e fuzis”, afirmou o delegado. Ele avisou que os fugitivos estão sendo procurados.



Por engano Cardia ainda explicou que o jovem deve ter sido pego por engano. “Alguém o caluniou e eles levaram a sério. Foram lá e pegaram o garoto e o submeteram a essa tortura moral e psicológica, além da tortura física, sendo que foi agredido e espancado, e a intenção deles era causar a morte do garoto. E esse garoto não sabe de nada, dá para perceber que ele não está envolvido com nenhuma prática criminosa”, afirmou Cardia.

Condicional Ainda segundo informações da polícia, os nove presos já respondem por outros crimes e estavam em liberdade condicional. “O que vai acontecer é que eles foram autuados em flagrante por seqüestro, cárcere privado, tortura. São crimes inafiançáveis e a maioria deles está em liberdade vigiada. Nós também oficiamos as varas de execução criminal respectivas, para que cessem o benefício e eles voltem também a permanecerem presos, no regime fechado por outros crimes aos quais estavam respondendo em liberdade”, informou Cardia.

Quadro O delegado destacou que esta é a primeira vez que se tem notícia desse tipo de ação na cidade. “Foi a primeira vez e foram presos”, finalizou.