Segundo o presidente do Senado: "Há obviedades que não mais admitem discussão"
Matheus Alves
Publicado em 19/07/2022, às 14h51 - Atualizado às 15h56
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), rebateu nesta segunda-feira (18) novas declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito da segurança do processo eleitoral. As eleições de 2022 terão início em 2 de outubro.
Pacheco comentou em nota: “Há obviedades e questões superadas, inclusive já assimiladas pela sociedade brasileira, que não mais admitem discussão. A segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral não podem mais ser colocadas em dúvida”.
Por meio do Twitter, o líder do Congresso Nacional defendeu as urnas eletrônicas e prometeu que o processo eleitoral representará fielmente a vontade do povo.
Em uma postagem seguinte, Pacheco afirmou defender a democracia, mas algumas “obviedades e questões já foram superadas”, se referindo aos recentes questionamentos à segurança das urnas eletrônicas.
Apesar das declarações de Pacheco, Bolsonaro, durante reunião com embaixadores realizada nesta segunda-feira (18) no Palácio da Alvorada, em Brasília, questionou a seguridade do processo eleitoral: “Hackers ficaram por oito meses dentro dos computadores do TSE. Tiveram acesso a tudo do tribunal, inclusive dados de ministros”, declarou o presidente da República.
Podemos questionar o processo eleitoral?
Durante o Jornal da Praia desta terça-feira (19), o comentarista Enio Xavier condenou as declarações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, onde o parlamentar defende a democracia, mas não os questionamentos do processo eleitoral.
“Sempre poderá haver contraditório e divergência em uma democracia. Não se pode usar a palavra mas nessa frase [se referindo ao tuíte de Pacheco onde ele reprova os questionamentos à segurança das urnas eletrônicas”, declarou Enio.
Enio defende a liberdade de discutir todos os temas de uma sociedade, segundo o comentarista “é um dos principais conceitos de uma democracia saudável”.