'Mortalidade infantil deve ser combatida em Bertioga', diz secretário de Saúde

Costa Norte
Publicado em 24/02/2017, às 09h43 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h50

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Bertioga possui índice de 14,7% de mortalidade. Dados foram apresentados em audiência pública

A Secretaria de Saúde de Bertioga apresentou, na noite de quarta-feira, 22, o balanço da pasta durante o 3º quadrimestre de 2016. O secretário, Dr. Jurandyr José Teixeira das Neves, afirmou que a análise das ações da gestão anterior é útil para avaliar o que o novo governo precisa mudar, como a mortalidade infantil. "Participei de uma reunião com todos os secretários de Saúde da Baixada Santista, onde foi discutida a questão da mortalidade. O índice nacional é de 12,1%, na Baixada é de 14,5% e, em Bertioga, 14,7%. Isso é preocupante. Pretendemos mudar essa situação".

O secretário também apresentou números de consultas e exames na cidade e fora do município. De acordo com Jurandyr, o número de exames realizados em Bertioga é muito alto (108.633 exames). "Isso só acontece em uma cidade desse porte em duas situações. Ou a cidade está com alguma epidemia ou se está fazendo muito exame desnecessário, que é o nosso caso. Precisamos melhorar a triagem para que não se façam exames sem necessidade".

Sobre a questão orçamentária, o secretário afirmou que a receita deste ano tem pouca diferença sobre a do ano passado. Em 2016, Bertioga contou com R$ 147.235.156,83; neste ano, o orçamento previsto é de R$ 149.372.878,00. "As verbas do estado e da União caíram muito. A cota-parte do ICMS, por exemplo, caiu de R$ 22.965.146,89 para R$ 17.697.869,60".



A audiência foi acompanhada pelos vereadores Valéria Bento (PMDB); Luis Henrique Capellini (PSD); Luiz Carlos Pacífico Júnior (PROS); Arnaldo de Oliveira Júnior (PV); e Matheus Del Corso Rodrigues (DEM). Os parlamentares levantaram discussões sobre a saúde do município e fizeram sugestões para o novo governo.

A vereadora Valéria questionou a utilização de emenda parlamentar no valor de R$ 350 mil para a Saúde. Segundo a diretora de Saúde Simone Araújo de Oliveira Papaiz, o recurso entrou no fundo municipal em 29 de dezembro de 2016 e foi direcionado para a atenção básica. "As unidades básicas de Saúde e equipamentos necessários foram inseridos em um cadastro on-line e avaliado pelo Ministério da Saúde. Com esse valor, serão compradas macas, computadores, cadeiras de dentista, entre outros".

A diretora ainda reforçou que a compra de novos equipamentos ocasionará na reutilização dos equipamentos antigos em outros setores, como escolas. "Vamos remanejar os equipamentos que estiverem em bom estado para colocar em outros lugares". A vereadora também levou reclamações sobre a médica Elenice Aparecida Gimenez Hushi, da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Maitinga. Segundo a parlamentar, a profissional falta a muitas consultas. "Tenho pelo menos 50 reclamações de que a gestante sai de casa, chega na UBS e a médica Elenice não está". Capellini também citou a grosseria das médicas da UBS Boraceia.



O secretário Jurandyr afirmou que está monitorando as UBSs e pede que haja respaldo dos pacientes sobre as reclamações. "Não posso agir por causa de um 'ouvi dizer'. Tenho que ter respaldo".

Marina Aguiar

Foto: JCN