Miriam Viegas mora na cidade de Peruíbe e comenta sobre a sua rotina no atendimento da população indígena no interior de São Paulo
Da Redação
Publicado em 09/06/2020, às 10h22 - Atualizado em 23/08/2020, às 23h24
A médica Miriam Alessandra de Moraes Viegas, de 40 anos, lidera uma equipe de enfermeiros que atendem a população indígena de Miracatu, no interior de São Paulo. Ela relatou a equipe do G1 Santos as dificuldades em atender uma população tão isolada como são as aldeias na região da Serra do Cafezal.
"Sou indígena guarani, e ser uma médica indígena ajuda nos cuidados com eles. Na aldeia o isolamento não funciona como para os não indígenas. As pessoas não ficam cada uma em sua casa, separado. A 'casa' do indígena geralmente só tem um cômodo. Lá, o isolamento é de toda a aldeia junta", afirma a médica.
Miriam comentou ainda sobre o medo que os indígenas relatam a ela, o medo do coronavírus atingir os mais velhos nas aldeias: "Os idosos são a biblioteca. Se a gente perde um idoso, perde todo o nosso conhecimento. Temos medo de acabar a etnia e cultura de comunidades. É a nossa maior preocupação", esclarece Miriam