Mãe da menina Grazielly pede punição aos envolvidos

Costa Norte
Publicado em 23/08/2013, às 19h48 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h21

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Por Antonio Pereira

Pais da vítima reclamam da demora no andamento do processo

Um ano e meio após a morte da menina Grazielly Lemes, de três anos, os envolvidos no caso foram intimados a prestar depoimento em audiência pública realizada no fórum de Bertioga. A menina foi vítima de atropelamento por uma moto aquática na faixa de areia da praia de Guaratuba, por um menor de 13 anos. Os outros envolvidos são o caseiro Erivaldo Francisco de Moura, de 39 anos, mais conhecido como “Chapolin”, que passou de testemunha a réu, e a mãe da menina. Os depoimentos foram dados na terça-feira (20), porém, o caseiro, responsável por colocar a moto aquática na água, segundo denúncia do Ministério Público (MP), não falou com a imprensa. Chapolin não compareceu em audiência que deveria ser realizada no dia 17 de julho, alegando não ter recebido a intimação. Presente para ouvir possíveis contradições apresentadas por Chapolin, o advogado Armando de Matos Júnior, que faz a defesa do dono da marina, Thiago Veloso Lins, e do mecânico Aílton Bispo de Oliveira, que efetuou uma manutenção no equipamento, afirmou que a dificuldade na localização dos indiciados compromete o andamento do processo. “Dependemos ainda da intimação do dono da casa, o empresário José Cardoso, mas ele ainda não foi localizado e isso dificulta muito o nosso trabalho. Enquanto todos não forem ouvidos, e isso inclui também os pais do menor e o próprio menor, nós não podemos apresentar a defesa”, alegou o advogado. Para a mãe da menina Cirleide Lames, que compareceu junto com seu marido Gilson Almeida da Silva, ambos vestindo camisetas com a foto da filha, a justiça deve ser feita e os envolvidos punidos pelo incidente. “A Graziely morreu, mas quantas outras crianças terão que pagar por esse tipo de negligência? Meu desejo é que todos os envolvidos paguem, porque este tipo de falha não poderia acontecer”. Já o pai Gilson Almeida da Silva lamentou a demora no andamento do processo: “Nós já perdemos a nossa filha, que é o pior de tudo, mas os responsáveis, até agora, não prestaram depoimento, e o pior, ainda fugiram quando poderiam prestar socorros.”

Próxima audiência Apesar da presença, o caseiro ainda não foi ouvido, o que deve acontecer em uma próxima audiência, já marcada para o dia 9 de dezembro, às 14 horas. A juíza de Bertioga Gladis Naira Cuvero também não atendeu a imprensa.