Festival da Cultura Indígena começa quinta-feira (19)

Costa Norte
Publicado em 13/04/2012, às 09h49 - Atualizado em 24/08/2020, às 00h59

- Costa Norte


Com uma cerimônia espiritual indígena do fogo sagrado e apresentação de suas tradições culturais, começa na próxima quinta-feira (19), o Festival Nacional da Cultura Indígena, em Bertioga. O evento, que prossegue até sábado que vem (21), é organizado pela Secretaria Municipal de Turismo, Comércio e Assuntos Náuticos, com apoio do Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena (ITC). Num mesmo local estarão reunidos cerca de 250 índios de cinco etnias, sendo que quatro delas são das regiões Norte e Centro-Oeste do país. As visitantes são Kaiapó, Kisêdjê e Mamaindê; todas do Estado de Mato Grosso; e a Xambioá, de Tocantins, além da Guarani, anfitriã do festival e originária da Reserva Rio Silveira, em Boracéia.

Fórum Social Paralelamente ao evento, ocorrerá, na sexta-feira (20), a partir das 8h30, o ‘Fórum Social Indígena’, na Tenda Cultural, montada no interior do Parque dos Tupiniquins, que debaterá temas como sustentabilidade, juventude, preservação de tradições indígenas e a ‘Rio+20’. O fórum será realizado até sábado (21). A abertura oficial será feita pelo prefeito Mauro Orlandini (DEM) e pelo coordenador indígena Kari-Oca 2012 – Rio+20, Marcos Terena.

Confira a programação: DATA ATIVIDADES LOCAL Quarta (18) Chegada da Delegação - Hospedagem Quinta (19) 10h - Abertura Feira de Artesanatos



14h as 18h – Tenda Cultural - Apresentações culturais.

18h - Abertura Oficial (arena) - Cerimônia Espiritual.

- Desfile das delegações.



- Acendimento fogo sagrado - Hasteamento da Bandeira - Hino Nacional. - Discurso autoridades - Apresentações das Tradições Culturais - Encerramento Parque dos Tupiniquins

Praça de Eventos Sexta (20) 09h – 12h35 – Abertura do Fórum Social Indígena 10h – Feira de Artesanatos 14h as 18h – Tenda Cultural - Apresentações culturais, esportivas, culinária e musical.

15h00 – Atividades Esportivas: Arco e flecha, Peikran, Haindú (futebol de cabeça). 20h00 – Abertura Arena - Apresentação Culturais - Encerramento. Parque dos Tupiniquins



Praça de Eventos Parque dos Tupiniquins

Praia da Enseada

Praça de Eventos Sábado (21) 09h – 12h35 – Fórum Social Indígena 10h – Feira de artesanatos 14h as 18h – Tenda Cultural - Apresentações culturais, esportivas, culinária e musical.



15h – Apresentações Esportivas: Haindú (futebol de cabeça), Ronkrãn e Corrida de Tora.

20h – Cerimonial de Encerramento

- Apresentações Culturais Indígenas



- Show Pirotécnico

- Encerramento. Parque dos Tupiniquins

Parque dos Tupiniquins Praça de Eventos



Praia da Enseada

Praça de Eventos

Fonte: PMB



Conheça as etnias: Kayapó - Vivem no Mato Grosso (MT) e Pará (PA), em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e de outros afluentes do rio Xingu. O território kayapó está situado sobre o planalto do Brasil Central a 400m acima do nível do mar. Trata-se de região preenchida por vales, em área recoberta pela floresta equatorial, preenchida por áreas de cerrado. Dados da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) de 2010 dão conta de que exista uma população de 8638 Kayapós.

Xambioá - Essa etnia vive no Estado de Tocantins e estão divididos em duas aldeias, na margem direita do rio Araguaia. Falam a mesma língua que os Karajá e os Javaé da Ilha do Bananal, mas mantêm menos contato com esses que com a população vizinha. Devido ao intenso decréscimo populacional, seu povoado, hoje estimado em 268 membros,a etnia passou por mudanças culturais. Como os demais grupos indígenas da região, os Xambioás podem ser definidos, basicamente, como pescadores. O peixe é a principal fonte de proteínas para seus habitantes.

Kĩsêdjê - Constituem o único grupo de língua Jê que habita o Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Atualmente, esses indígenas, também conhecidos como Suyá, estão distribuídos em aldeias e postos. Ngôjwêrê, aldeia localizada no limite da Terra Indígena Wawi é onde vive a maior parte da população, estimada pela Unifesp em 330 membros. Os Kĩsêdjê têm se destacado na luta pela integridade de seu território, tanto no que diz respeito a questões ambientais, quanto a pleitos pela recuperação de suas terras tradicionais que ficaram fora dos limites do parque.



Mamaindê - Os Mamaindês vivem na aldeia de Capitão Pedro, no Vale do Guaporé, no Mato Grosso, e uma família na cidade de Vilhena, em Rondônia (RO). A aldeia atual está situada num planalto chamado Yu'kotndu que significa 'pendurada na beira/boca (da serra)'. O poder do xamã é considerado pelos Mamaindês em objetos e enfeites corporais, como as voltas de colares de contas pretas de tucum, dados pelos espíritos dos mortos e o pajé que o iniciou.

Guarani - Também conhecidos como Ava-Chiripa, Ava-Guarani, Xiripa ou Tupi-Guarani, é considerado um dos povos mais populosos do Brasil, somando mais de 30 mil índios. Em Bertioga estão na reserva indígena Rio Silveira, na divisa com o município de São Sebastião, mas existem reservas espalhadas por todo o país. Eles vivem da agricultura, com o plantio do arroz e mandioca, entre outros alimentos. Suas danças, cantos e rituais são direcionados ao Deus Tupã, pedindo proteção às pessoas e à natureza.