Falta de pagamento interrompe dia de trabalho em construção na Riviera

Costa Norte
Publicado em 13/03/2015, às 17h52 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h32

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Por Mayumi Kitamura

Um grupo de trabalhadores da construção civil paralisou as obras de um edifício na Riviera de São Lourenço, na manhã de quinta-feira, 12, pelo atraso do pagamento do salário do mês. A pendência atingiu aproximadamente 50 funcionários da B.G.R. Construções, empresa contratada pela Sobloco para a construção do edifício Belvedere, no módulo 8. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Santos (Sintracomos) intermediou as tratativas para resolver o impasse. Para colaborar com o pagamento dos salários, a Sobloco adiantou valores à empresa B.G.R. ainda na tarde da paralisação, e o andamento das obras voltou à normalidade no dia seguinte. Conforme o representante do sindicato, Ornilo Dias de Souza, o acesso à obra foi fechado a fim de sensibilizar a empresa, e até mesmo a Sobloco, contratante da B.G.R., a solucionar o problema dos trabalhadores. “O pessoal está sem receber o pagamento do mês de fevereiro e existem atrasos, resíduos, segundo conversei com o pessoal aqui, de outros meses. Além disso, tem trabalhador mais antigo, com até quatro anos de empresa, que nunca recebeu férias. Atrasam vale-transporte, atrasam alimentação. É uma situação complicada, eles nunca sabem quando irão receber, isso acontece há meses e estamos cobrando da empresa”. Trabalhador da empresa há aproximadamente seis anos, o ajudante Antonio Roberto dos Santos afirmou que, além do atraso no salário, nenhum dos funcionários recebeu o 13º. “A gente que trabalhou ficou prejudicado, a gente se esforçou tanto, trabalhou até doente”. Também há seis anos na B.G.R., o pedreiro Sidney de Jesus dos Santos afirmou que nos últimos meses é recorrente o atraso no pagamento dos salários. “Esse mês, pagaram para uma metade dos funcionários e para outra não pagaram. Tem funcionário aqui que tem três meses sem receber. Muita gente tem pensão para pagar. Eu mesmo tenho prestação de carro para pagar. Nossas contas vão vencendo e os juros vão crescendo, mas o patrão nem quer saber disso”, reclamou.

Regularização A paralisação prosseguiu durante toda a quinta-feira, 12, e a quitação dos salários foi feita ao final da tarde, após a Sobloco adiantar o pagamento para a terceirizada B.G.R. Construções. Segundo a empresa, o atraso no salário, que deveria ser feito dia 10, foi motivado por um problema com a medição, que seria a quantificação dos trabalhos relacionados ao projeto, e com a assinatura deste documento. Conforme explicou o sindicato, os prazos de pagamento da obra e dos salários não necessariamente coincidem e, devido a falta de uma reserva de fundos, houve o atraso para os trabalhadores. Sobre as outras questões trabalhistas, o Sintracomos afirmou que está em tratativas com a empresa, que se comprometeu a fazer