Costa Norte
Publicado em 10/01/2014, às 16h31 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h26
Por Antonio Pereira
Escola tem 80 alunos, a maioria deles do bairro vizinho, Sítio São João“A escola municipal do bairro Caiubura, em Bertioga, ficará pelo menos um ano de portões fechados”. A afirmação é do secretário de Educação da prefeitura, Ivan de Carvalho, e foi comunicada aos responsáveis pelos alunos em reunião realizada quarta-feira (8). O motivo, segundo o secretário, são inúmeros problemas estruturais que comprometem desde a água distribuída aos alunos, proveniente de uma cachoeira e que não recebe o devido tratamento, até a quantidade de pombos que ficam no forro da unidade, problema já destacado em documentos internos da secretaria. Conforme levantamento da prefeitura, a Emeif Caiubura conta com 80 estudantes, dos quais 65 não residem no bairro, e se utilizam do transporte escolar para chegar à unidade. “Estes alunos serão transferidos para as Emefs Giusfredo Santini, José Inácio Hora, Dino Bueno e Emeif Delphino Stockler de Lima, todas na região central da cidade”. Para o secretário, a mudança será mínima para os alunos, uma vez que eles já se utilizavam do ônibus e, com a mudança, ficarão no máximo 15 minutos a mais no veículo. Apesar de não definir uma data inicial e, tampouco, o valor da obra, a prefeitura informou que a Emeif Caiubura passará por uma ampla reforma, e será reaberta em 2015. “Esta escola é muito pequena e atende a pouquíssimos alunos, muitos deles, inclusive, em salas multisseriadas, o que compromete o aprendizado dos alunos. Meu desejo não é apenas a reforma dessa escola, mas, sim, a construção de escolas maiores, bem localizadas e que atendam confortavelmente a uma grande demanda”. Os quatro professores lotados na escola também já tiveram salas atribuídas em outras unidades. Dois serão destinados para a Emeif Delphino Stockler de Lima, um para a Chácaras Vista Linda, e um para a Emef Dino Bueno. A enfermeira Vivian Camargo, presidente do conselho de pais da Emeif Caiubura, tem três filhos que estudam na escola e vê com bons olhos a interdição. “Num primeiro momento, imaginei que a escola seria fechada em definitivo, mas, com esta reunião, fiquei mais tranquila. É inevitável a transferência dos alunos para que eles tenham segurança e não fiquem prejudicados nos estudos”, disse. A Secretaria de Educação realizou as transferências de forma que irmãos estudem na mesma unidade, para facilitar o deslocamento e a participação dos pais na vida escolar dos filhos.