Costa Norte
Publicado em 30/05/2014, às 13h59 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h31
Por Marina Aguiar
Reunião definiu uma comissão para adequar projeto de leiO descarte indevido de resíduos de construção civil (RCC) poderá acarretar punições aos geradores. Projeto de lei que regulamentará o descarte de materiais utilizados em construções de pequeno, médio e grande porte no município foi discutido durante reunião do Condema, na manhã de terça-feira, 27. A presidente do Condema e secretária de Meio Ambiente Marisa Roitman apresentou a proposta para que os integrantes avaliassem e decidissem se é adequado ou não para Bertioga. Uma comissão foi formada para ajustar o documento, para posterior envio à Câmara Municipal, até o fim do ano, para apreciação e aprovação. Entre as diversas normas descritas no documento, está prevista a punição para geradores de RCC que não fizerem a destinação correta do material. Porém, a cidade ainda não possui um ponto específico para o depósito desses resíduos. A recomendação de Marisa é que cada gerador se responsabilize pela destinação. Em cerca de dois meses, Bertioga inaugurará uma usina de resíduos sólidos, ao lado da estação de transbordo na cidade (rodovia Rio-Santos, km 277), em sua primeira etapa. Neta fase, apenas a cooperativa de material reciclável dará início ao trabalho. As próximas etapas, como o depósito do RCC, ainda não têm prazo para ser implantadas. Dentre os munícipes presentes à reunião, o jornalista Aldo Favareto criticou a ausência de um local adequado para os resíduos da construção. “Não temos um local específico para a destinação, não é correto punir sem dar condições”, disse. Por enquanto, as empresas privadas que realizam o serviço de aluguel de caçambas e retirada do material estão em fase de capacitação para realizar a triagem, reciclagem e até a venda dos resíduos para aterros. Pedro Colichini Neto é proprietário da Neto Aterro e aproveitou a demanda para aumentar os lucros. “Alugo as caçambas e, com o entulho que volta (pedra e areia), faço uma separação no meu próprio galpão e vendo como aterro. É simples e fácil”, explicou. Atualmente, existem sete empresas licenciadas para realizar o serviço de aluguel e transporte de caçambas no município. De acordo com a secretária de Meio Ambiente, com a falta de destinação, algumas empresas acabam despejando os resíduos em locais indevidos como mangues. Se a lei for aprovada, rastrear a produção e a destinação do RCC será mais eficaz e os geradores que não respeitarem serão punidos.