Censo: 35% da população da cidade vive sem rendimento

Costa Norte
Publicado em 18/11/2011, às 16h18 - Atualizado em 24/08/2020, às 00h52



Por Ana Cláudia Gomes

Mais de 35% da população de Bertioga declarou, no último Censo, que vive sem nenhum rendimento mensal. Esse dado foi divulgado esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), com base na coleta realizada no ano passado, detalhando ‘Características da População e Domicílios’.

A hipótese é de que esse grupo de moradores da cidade mantenha-se financeiramente a partir de rendimentos oriundos de programas sociais dos governos federal, estadual e municipal.



Comparativo

O índice, 35,26%, parece alto, no entanto, está abaixo da média do Brasil, que é de 37,8%. Já em comparação aos municípios da Baixada Santista, somente Santos tem índice menor, 29,98%. E em comparação aos municípios do Litoral Norte, Bertioga fica acima apenas de Ilhabela (31,32%) e de São Sebastião (32,92%).

Há 10 anos, durante a coleta de dados do Censo 2000, 36,84% da população de Bertioga declarou que vivia sem nenhum rendimento mensal, portanto, houve uma queda de 1,58 pontos percentuais.



Salário mínimo

Em Bertioga, os entrevistados que declararam ter rendimento mensal, a maioria, 27,58%, afirmaram viver com renda de 1 a 2 salários mínimos. O valor do salário mínimo, tomado como base pelo IBGE, é de R$ 510.

O rendimento declarado de 15,18% da população foi de 2 a 5 salários mínimos e somente 0,18% declarou viver com mais de 20 salários mínimos por mês.



Rendimento médio mensal

Os homens têm rendimento médio mensal maior do que os das mulheres, em Bertioga, de acordo com o Censo 2010. Eles ganham, em média, R$ 965,54 por mês, enquanto elas recebem R$ 524,84. Em Santos, por exemplo, os homens recebem cerca de R$ 2.051,49 por mês, e as mulheres, R$ 1.090,40.

Chefe da casa



Quase 41% dos domicílios em Bertioga são comandados por mulheres. Há 10 anos, esse índice era de 16,47%. A média no Brasil é de 38,74%.

Solitários

E, Bertioga não é uma cidade de solitários. Pelo menos é o que indicam os dados do Censo, sobre domicílios unipessoais, isto é, nos quais vive somente uma pessoa. Na cidade, 3,69% das pessoas declararam viver sozinhas. No Brasil, esse índice é, em média, 12,18%.



Na Baixada Santista, o município com maior índice de solitários é Itanhaém, com 16,56%. Já no Litoral Norte, Ilhabela é a que tem maior número de domicílios unipessoais, 14,98%

População sem rendimento

Baixada Santista                               Litoral Norte



Bertioga                 35,26%                 Caraguatatuba       36,68%

Cubatão                 41,63%                 Ilhabela                 31,32%

Guarujá                 39,81%                 Ubatuba                35,86%



Itanhaém               37,54%                 São Sebastião        32,92%

Mongaguá             41,66%

Peruíbe                  38,64%



Praia Grande         37,28%

Santos                   29,98%

São Vicente           37,30%



Domicílios Unipessoal

Baixada Santista                               Litoral Norte

Bertioga                 3,69%                   Caraguatatuba       14,69%



Cubatão                 12,60%                 Ilhabela                 14,98%

Guarujá                3,13%                   Ubatuba                14,75%

Itanhaém               16,56%                 São Sebastião          4,71%



Mongaguá             15,86%

Peruíbe                  15,93%

Praia Grande         14,52%



Santos                     6,02%

São Vicente           13,61%

Fonte: IBGE