Proposta foi divulgada no Brasil pelo presidente do Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Cláudio Lottenberg
Da Redação
Publicado em 15/05/2020, às 10h34 - Atualizado em 23/08/2020, às 22h59
Pesquisadores do Instituto Weizmann, localizado em Israel, desenvolveram um novo modelo de isolamento social com o objetivo de acelerar a retomada das atividades econômicas. Batizado de "10-4", o protótipo consiste em liberar a população para trabalhar em ciclos de duas semanas, sendo 10 dias de quarentena e 4 de trabalho.
O professor de Biologia Computacional e de Sistemas, Uri Alon, foi um dos pesquisadores que desenvolveram esse modelo. Em entrevista para a BBC espanhola, o pesquisador afirmou que: "É um modelo que alterna quarentena e trabalho/escola, um caminho intermediário que oferece um equilíbrio entre saúde e economia".
Uri Alon ainda acrescenta: "Portanto, esse modelo cíclico funciona da seguinte forma: se uma pessoa estiver infectada em seus dias úteis, ela estará dentro do período de latência e atingirá apenas o pico da infecção em casa, durante os dias de quarentena, quando não mais estiver em contato com outras".
No Brasil, o presidente do Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Cláudio Lottenberg, divulgou o modelo no mês passado, abril, em suas redes sociais, defendendo a ideia israelense de combate ao novo coronavírus.