"Se houvesse a mesma condição médica em 1918, não morreriam 50 milhões de pessoas", comenta Paulo Saldiva
Da Redação
Publicado em 26/05/2020, às 15h41 - Atualizado em 23/08/2020, às 23h08
Paulo Saldiva, médico patologista e professor da USP, participou do programa Café da Manhã desta terça-feira, 26, e comentou as principais diferenças entre a pandemia da gripe espanhola e a pandemia da Covid-19.
"Em 1918 você não tinha antibiótico e nem ventilador, não existia os recursos que existem hoje para manter uma pessoa viva. Os pacientes infectados com o coronavírus que estão sendo tratados hoje provavelmente morreriam em 1918. Quando comparamos o H1N1 da gripe espanhola com a Sars-cov-2, o coronavírus é mais agressivo, mas a letalidade é muito mais baixa por que os sistemas de manter o indivíduo vivo em tratamento evoluíram muito. Se houvesse a mesma condição médica em 1918, não morreriam 50 milhões de pessoas".