Apesar de estar no "prazo limite" para realizar o leilão ainda em 2022, o governo promete que a privatização será feita até dezembro
Matheus Alves
Publicado em 04/07/2022, às 14h22 - Atualizado às 16h08
Em entrevista concedida nesta segunda-feira (4) para o programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral, a deputada federal Rosana Valle (PL) defendeu a privatização do Porto de Santos, que está no “prazo limite” para realizar o ato ainda em 2022, caso contrário o processo ficará para o ano que vem, segundo explica Mário Povia, secretário Nacional de Portos do Ministério da Infraestrutura.
“O que será implementado será a privatização da gestão, da administração do porto, porque muitas outras áreas já estão cedidas para a iniciativa privada. Eu estou do lado do trabalho, de quem emprega”, explicou a representante do Partido Liberal.
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Atualmente o complexo portuário é administrado pela Santos Port Authority (SPA), a antiga Companhia Docas de São Paulo (Codesp).
Rosana ainda destaca que com a privatização do porto poderá ser gerado cerca de 60 mil empregos: “As expectativas são as melhores possíveis, e entendo que a comunidade portuária tema, porque está muito em cima da hora para fazer esse processo”, comentou a deputada.
“Temos que tratar com carinho porque é o porto mais importante da américa latina e tem muito para crescer. Estou esperançosa”, afirmou Rosana Valle.
Como anda o processo de privatização?
De acordo com Marcelo Sampaio, secretário da Infraestrutura, o governo deve enviar até o final de julho os estudos e a minuta de edital da privatização do porto santista.
Mesmo com o prazo apertado para realizar o leilão do Porto de Santos ainda em 2022, o governo mostra confiança, e planeja vender o complexo até dezembro desse ano. Caso ocorra imprevistos que impossibilitem a realização desse ato dentro do prazo original, o governo tem um plano B para leiloar o porto em 2023.