Presidente da Fenop detalha 'crise dos containers' e novo modelo de cobranças nos portos brasileiros

Sérgio Aquino foi o convidado do programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral desta quarta-feira, 15

Da redação
Publicado em 15/12/2021, às 12h00 - Atualizado às 15h03

Sérgio Aquino foi o convidado do programa Café da Manhã de quarta-feira, 15 -


O presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias - Fenop Sérgio Aquino foi o convidado do programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral, desta quarta-feira, 15, o qual participou por vídeo chamada. Ele está em Brasília (DF), onde acompanhará no Congresso Nacional a votação do projeto do Reporto - Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (PL 5.430/2019), prevista para acontecer na mesma noite.

Em meio a vários temas de interesse nacional, ele respondeu sobre a 'crise dos containeres', que afeta a logistica portuária de todo o mundo e relacionou o déficit de containeres em curso com as medidas adotadas em razão da pandemia da covid-19, que reduziram significativamente a circulação de mercadorias.

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"Movimentar container vazio para o armador - que é o dono do container é dinheiro jogado fora porque ele quer que haja uma carga dentro do container pagando por essa movimentação. Portanto o container precisa de um fluxo continuo, o que foi interrompido durante a pandemia", disse Aquino.



As mudanças na tributação dos navios que entrarem no cais santista e nos demais portos brasileiros, previstas para vigorar já em 2022, também foram detalhadas pelo entrevistado. Ele comparou o novo modelo com o que acontece com os caminhoneiros nos pedágios das rodovias, mas fez ressalvas relacionadas à profundidade dos canais e calado das embarcações.

"Tradicionalmente os portos brasileiros cobram pela carga movimentada e agora, com a resolução nº 32 da Antaq (Agencia Nacional dos Transportes Aquaviários), a precificação será pela capacidade da embarcação. Essa pratica é adotada na maioria dos portos do mundo, mas é evidente que algumas questões devem ser vistas com atenção para não gerar perda de competitividade, o que pode acontecer, por exemplo, devido ao calado do canal poder ser menor que a necessária para a embarcação operar com a capacidade máxima", complementou.



A entrevista na íntegra com o presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias Sérgio Aquino pode ser acessada abaixo:

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