“Onde a violência é alta, o preço dos imóveis é baixo”, afirma especialista

José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de SP, explicou os motivos que levam a esta realidade

Matheus Alves
Publicado em 16/05/2022, às 13h59 - Atualizado às 14h51

Taxa alta de criminalidade afeta preço de imóveis - Reprodução/Internet


José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP), explicou os motivos que levam casas e apartamentos possuírem preços baixos em locais com a taxa alta de criminalidade. Os comentários foram feitos durante entrevista concedida na manhã desta segunda-feira, 16, para o programa Café da Manhã, da TV Cultura Litoral.

O especialista afirma que, por conta deste fator, a criminalidade, os imóveis demoram mais tempo para serem vendidos, pois depende de um fator que está fora do controle das imobiliárias. “Todo local onde a violência se apresenta, o preço [dos imóveis] cai. O tempo de liquidez aumenta. Violência é um dos principais fatores”.

O presidente do CreciSP citou o exemplo de Praia Grande. “Era uma cidade muito violenta. Uma dificuldade tremenda [para vender imóveis]. Praia Grande tinha mais de um veículo furtado por dia”. Ele continua e destaca a melhora na segurança do município: “Hoje você tem três registro de roubo de veículo por mês”.



José Augusto explica que com o exemplo de Praia Grande, onde a prefeitura investiu em mais segurança, o setor imobiliário vive uma nova realidade. “Mas isso vale para todo o litoral”, alertou o especialista.

O apresentador do programa, Ribas Zaidan, destacou a atual situação de Guarujá, que vive uma alta na violência, e o convidado respondeu. “Uma cidade maravilhosa, mas infelizmente, por conta da violência, temos muitas dificuldades”, comentou o presidente do CreciSP.