MAIS QUE UM BAIRRO

Vila Belmiro: um bairro que exala história, em Santos (SP)

Bairro centenário abriga um dos estádios mais antigos do Brasil, casa do Santos; recebeu o Cine Avenida, primeiro cinema de rua da cidade, foi cenário da primeira versão da clássica novela Éramos seis e muito mais

Da redaçãoPublicado em 11/05/2021 às 15:55Atualizado há 11/05/2021 às 16:02
Rua da Vila Belmiro (Imagem: Reprodução / PMS - Anderson Bianchi)

Rua da Vila Belmiro (Imagem: Reprodução / PMS - Anderson Bianchi)

Graças ao Santos FC, o nome Vila Belmiro é mundialmente conhecido. Porém, a Vila Belmiro é também o nome de um bairro centenário de Santos. Em 14 de fevereiro deste ano, o bairro completou 111 anos de fundação, e carrega, neste mais de um século de existência, muitas histórias.

O bairro começa a se esboçar na primeira década do século XX, abrigando chácaras de japoneses que plantavam tomates e funcionários de empresas instaladas na Vila Mathias e Jabaquara. Nesta época,  predominavam imigrantes trabalhadores aglutinados em cortiços. Por esse motivo, o primeiro nome do bairro foi Vila Operária.

Origens da Vila Belmiro – homenagem a Belmiro Morais

 Durante um intenso  processo de transformação urbana impulsionado pelo Porto de Santos, o então prefeito Belmiro Ribeiro de Morais e Silva, que exerceu o cargo entre 1911-1914 e entre 1917-1920, iniciou o loteamento da Vila Operária. O nome Vila Belmiro é em sua homenagem.

De acordo com informações da gestão municipal de Santos, o bairro conta com cerca de 8,6 mil habitantes, ocupando uma área de 636 mil metros quadrados no quadrilátero das avenidas Ana Costa, Pinheiro Machado e ruas Carvalho de Mendonça e Joaquim Távora. O bairro possui 21 escolas, uma delas municipal, duas estaduais e 18 particulares, reúne 3.862 imóveis (verticais e horizontais) e 60 bares, restaurantes e lanchonetes.

O bairro sossegado que ferve nos dias de jogo, é recheado de personagens icônicos que fazem parte da história da cidade, como o ex-jogador Pelé, o astro-mor do Santos Futebol Clube, que dispensa apresentações, seu Didi, o cabeleireiro de Pelé, Pepe, Mengálvio e Coutinho e, naturalmente, Urbano Caldeira, figura que dá nome ao estádio. Isso mesmo, apesar de ser conhecido por muitos (não os santistas) por Vila Belmiro, o nome da casa do peixe é Estádio Urbano Caldeira.   

Vista aérea do bairro centenário (Imagem: Reprodução Juicy Santos / Mapio.Net)

O estádio que carrega o nome da Vila Belmiro mundo afora, também é centenário. No dia 12 de outubro de 1916, há 104 anos, o bairro recebeu o estádio, um dos mais antigos do Brasil e palco de célebres partidas de futebol.

Urbano Caldeira – Joia da Vila Belmiro

Conta-se que Urbano Caldeira amava tanto o clube que, mesmo quando era membro da diretoria do Santos, era visto constantemente aparando o gramado da Vila Belmiro.

Porém, antes de ser da diretoria Santista, Urbano Vilela Caldeira Filho foi zagueiro e treinador do clube. Urbano dedicou 20 anos de sua vida ao clube, ocupando diversas funções.

Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, (Imagem: Reprodução)

Associou-se ao clube assim que chegou em Santos, quando foi transferido de São Paulo para trabalhar como escriturário na alfândega da Baixada Santista. Tinha tamanho zelo pelo clube que cuidava dos jardins, da praça de esportes e plantava árvores na Vila. 

Permaneceu no clube até o fim da vida, passando por diversas presidências do Santos. Faleceu no dia 13 de março de 1933, apenas um dia depois do primeiro jogo do Santos no futebol profissional do Brasil.

Como homenagem ao amor de Urbano pelo time, a diretoria do clube batizou o estádio que ele tanto amou com seu nome, no mesmo ano de sua morte. Em 1938, o dia 9 de janeiro, data de aniversário de Urbano, foi instituída no Santos como “Dia de Urbano Caldeira”.

Cine Avenida : O primeiro cinema de Santos também foi na Vila Belmiro

A Vila Belmiro foi onde também nasceu o primeiro cinema de bairro de Santos: o saudoso Cine Avenida. Fundado na na década de 1940, o cinema ficava na av. Bernardino de Campos.  De acordo com informações do portal Cine Mafalda, o cinema possuía 1.316 lugares, e, até fechar,  tinha média de 417 sessões anuais.

Além do Cinema, o bairro entrou para a história da teledramaturgia brasileira ao ser cenário da primeira versão da novela Éramos Seis. A casa onde foram gravadas as cenas fica na esquina das ruas Dom Pedro I e Paissandu. 

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