Origens da Prédio

A história do prédio da Pinacoteca Municipal de Santos se entrecruza com a história da própria cidade. O casarão nasceu no começo do século XX, em 1908, como residência de Anton Carl Dick,  alemão ricaço  do setor de curtumes.  Em 1911 Francisco Costa Pires, um barão do café, compra a casa do alemão e reside nela por cerca de três anos, vendendo-a por problemas financeiros.

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Depois disso, o casarão foi um asilo de inválidos por oito anos. Posteriormente, o atual espaço da Pinacoteca foi readquirido pela família Pires e depois vendido para a Companhia Sul América de Capitalização, que transformou o espaço em um pensionato para moças durante dois anos.

A forma atual da Pinacoteca remonta à uma reforma do espaço ocorrida em 1921, quando era de propriedade de Pires.

A reforma e o aspecto atual da Pinacoteca de Santos

A reforma da Pinacoteca que deu a ela seu aspecto atual foi tão pormenorizada que durou dois anos. Na remodelação, que começou em 1921, foi empregado o estilo Art Nouveau, então em alta na França. A opulenta escadaria foi toda revestida de mármore carrara. Os corrimões ganharam ferro maciço. A varanda das salas e os alpendres receberam vitrais da Casa Conrado de São Paulo.

Na reforma, o andar superior,  anterior a esta época, recebeu as varandas laterais. Na área externa, foram instalados os famosos jardins da pinacoteca, à moda de um jardim de inverno francês, com pérgolas, bancos e uma fonte que decora o lado direito do palacete.

O casarão se torna a Pinacoteca Benedicto Calixto

Embora a forma atual do casarão localizado na Av. Bartolomeu de Gusmão tenha exatamente um século, o espaço demorou muito mais tempo para se tornar a Pinacoteca da cidade de Santos.

Em 28 de maio de 1986,  a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto foi instituída pela Lei nº 154, com o objetivo de estimular e difundir atividades culturais e as artes em geral,  especialmente as artes plásticas.

Com o apelido carinhoso de casarão branco, a pinacoteca também tem o objetivo de reunir, classificar, catalogar e, naturalmente, expor obras plásticas consideradas importantes esteticamente. Conservar e restaurar obras de arte são atividades que também estão no escopo da pinacoteca Benedito Calixto.

A pinacoteca foi batizada com o nome de Benedito Calixto, pintor que dedicou a vida a retratar o litoral de São Paulo.

 Acervo  e atividades da Pinacoteca

Atualmente, de acordo com informações da Pinacoteca, o acervo do casarão é composto por 227 telas de mais de dez artistas. A maioria das telas do acervo são de Armando Sedin, que tem 127 quadros no acervo e de Benedito Calixto, com 62 telas na Pinacoteca que leva seu nome. Há também no acervo 51 cerâmicas também de Armando Sedin e objetos pessoais de pintura dele e de Benedito Calixto.

A Pinacoteca também possui um acervo de livros com 2.378 títulos todos à disposição do público para consulta. As publicações são sobre o universo das artes plásticas, catálogos de exposições, história da cidade de Santos, museologia, arquitetura e patrimônio cultural.

A Pinacoteca de Santos é também o único centro dedicado à cultura da região que aderiu à iniciativa Livro Livre. Um projeto que ocorre em todo o mundo com o objetivo de incentivar a leitura. Nesta iniciativa, os participantes podem retirar ou doar um livro, sem custo e sem compromisso de devolução.

Há quase trinta anos a Pinacoteca apresenta a exposição de longa duração “De cada janela...” inaugurada em 1992. A exposição é composta por 62 obras de Benedito Calixto, traçando um panorama das temáticas exploradas pelo pintor ao longo de sua trajetória.

Além da exposição de longa duração, o espaço também costuma abrigar exposições temporárias de artistas consagrados no Brasil e no mundo.

Fora do universo das artes plásticas, a Pinacoteca também promove eventos musicais, literários, teatrais; recebe cursos, palestras e eventos relacionados às artes de maneira geral.