Os clubes de assinatura mensal de livros são uma tendência que se reforçou ainda mais durante a pandemia, com as pessoas passando mais tempo em casa e lendo mais. Foi nesta realidade, mas não apenas por isso, que nasceu o clube realejo que leva o mesmo nome da famosa livraria de Santos.

Capitaneado por Jorge Luiz Tahan, livreiro com mais de 30 anos de experiência, o clube oferece aos associados uma seleção de produtos trabalhada de modo quase artesanal. O zelo com que os livros são enviados é para apaixonados por livros ou para aqueles que desejam se apaixonar. Os assinantes membros do clube recebem todos os meses um livro escolhido a dedo, acompanhado de uma sobrecapa padronizada para saber ainda mais sobre o autor da obra. Além disso, uma ilustração exclusiva vai junto da obra surpresa dentro de uma caixa exclusiva com um marcador de página. Todos os itens personalizados de acordo com a obra.

Para o momento mágico da leitura, todo mês a curadoria esmerada do Clube Realejo prepara uma playlist com músicas especialmente selecionadas para aquela obra. Junto de tudo isso, os leitores também recebem um QR Code que dá acesso exclusivo a um vídeo sobre o livro. Exclusividade é mesmo a tônica do Clube Realejo.

Em Santos, o nome Realejo já está associado ao universo dos livros. A livraria que também é um clube é uma das mais tradicionais da cidade, tendo transcendido o universo literário e se transformado num pólo cultural da cidade.

Livraria Realejo

Em 2021, a Livraria Realejo completa duas décadas. Nasceu em 2001, dentro da Universidade Católica de Santos. Em 2003, José Luiz Tahan, o livreiro proprietário que atende os clientes no balcão, decidiu se mudar e a livraria foi para o espaço em que se consagrou, no Gonzaga.

Em 2009, começou na Realejo o Tarrafa Literária, um evento literário inspirado nos grandes festivais de Paraty e de Passo Fundo. Atualmente, o evento faz parte do circuito internacional de eventos literários da América Latina.  A livraria, atualmente fechada em decorrência da pandemia, promove diversos eventos culturais como cursos e sessões de autógrafos com autores. Todas as sextas-feiras tem eventos musicais de choro e, todos os sábados, promove o Realejinho, projeto voltado ao público infantil.

Editora Não é à toa que o slogan da realejo é “uma livraria que é editora, uma editora que tem uma livraria, um livreiro que organiza um festival literário e uma calçada que diverte a todos”.

De fato, o modelo de negócio da livraria perpassa por quase todos os aspectos em que estão os livros. Desta feita, não é surpreendente que a Realejo seja também uma editora.

O primeiro livro sob o selo da editora foi publicado em 2006. Tratava-se de uma obra com os causos do ex-jogador Pepe, do Santos, cidade que a Realejo não perde uma oportunidade de homenagear. Duas obras com o selo da editora chegaram à final do prêmio Jabuti, o mais prestigiado do mercado editorial brasileiro. A primeira foi a autobiografia do maestro santista Gilberto Mendes, muito bem recebida pela crítica. A segunda foi o livro Realidade re-vista, de autoria da veterana dupla de jornalistas, José Carlos Marão e José Hamilton Ribeiro. O livro, como sugere o nome, trata da lendária Realidade, revista sobre diversos aspectos do cotidiano brasileiro,  surgiu em 1966 e teve diversas fases. Os autores pertenceram à primeira fase da revista.

Clubes de assinatura de livros Os clubes de assinatura de livros funcionam numa lógica parecida com a assinatura de uma revista. Os leitores pagam uma assinatura mensal para receber em casa uma obra todo mês O diferencial do clube realejo é o artesanato e a exclusividade. Saiba mais sobre o Clube Realejo em cluberealejo.com.br