Além de preservar a história da célebre matéria-prima, o Museu do Café é considerado também uma referência na preparação e comercialização do produto. Isso porque uma cafeteria funciona no prédio histórico, localizado em Santos, no litoral do estado de São Paulo.

A cafeteria do Museu possui o status de premium da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), em um programa que afere a excelência do chamado Círculo do Café de Qualidade, de abrangência Nacional. Essa qualidade fez com que a cafeteria do Museu recebesse por sete anos seguidos (de 2007 a 2013) o título de melhor cafeteria da Baixada Santista da Revista Veja. 

Segundo informações da página oficial do Museu, são servidos aproximadamente 450 cafés por dia no local, num cardápio que extrapola o tradicional cafezinho expresso. São servidas uma série de opções de bebidas quentes e geladas, doces e drinks à base de café. Além disso, o café de diversas regiões do país é comercializado no local, para os amantes da bebida prepararem-na em casa.  

O Museu

Inaugurado há 23 anos, em 1988, o Museu do Café tem como objetivo preservar e divulgar a história do café no Brasil e no mundo. No museu, os visitantes podem observar a ligação da cafeicultura e o desenvolvimento econômico, político e cultural do Brasil, desde o século XVIII quando a cultura cafeeira começou a ser explorada e exportada através do Porto de Santos, até a atualidade.

O museu está instalado na antiga Bolsa Oficial do Café, inaugurada em 1922. Os destaques do espaço são o salão do pregão, onde eram realizadas as negociações diárias que determinavam as cotações das sacas de café na antiga bolsa do café. No mesmo salão estão quatro importantes obras de arte do pintor Benedicto Calixto.

Além de mostras temporárias, o edifício histórico mantém a exposição permanente de longa duração “Café, patrimônio cultural do Brasil: ciência, história e arte''. Também funcionam no Museu o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência Luiz Marcos Suplicy Hafers, que pesquisa e publica obras sobre o tema, e o Centro de Preparação do Café, onde acontecem cursos e oficinas com o objetivo de difundir conhecimento sobre a preparação de café.

A cafeteria é uma referência na preparação da bebida. Foi inaugurada no ano 2000 e possui um cardápio com inúmeras opções de bebidas que têm o café como ingrediente principal. No museu também são comercializados grãos de café provenientes de diversas regiões do País.

Reabertura

Em decorrência da pandemia, o Museu do Café permaneceu fechado durante um período. Com a entrada em vigor da fase de transição do Plano São Paulo, o Museu reabriu suas portas em 24 de abril, respeitando as medidas sanitárias (veja as normas abaixo). Saiba tudo sobre um dos mais importantes pontos turísticos do litoral de São Paulo.

Atualmente o Museu funciona de quarta a domingo, das 11h às 17h. A venda de ingressos na bilheteria se encerra uma hora antes, às 16h. São liberados trinta visitantes por vez a cada meia hora.

O tempo médio da tour pelo Museu é de uma hora, sendo que o uso de máscara é obrigatório durante todo o trajeto. Também é recomendado aos visitantes que mantenham distanciamento mínimo de dois metros, assim como a higienização das mãos nos dispensers de álcool em gel distribuídos nos banheiros e no prédio. 

História do Café no Brasil

O consumo do café é muito difundido no Brasil. Essa difusão se expressa até em nosso vocabulário em expressões como 'café da manhã' ou 'café da tarde', mesmo que não haja a bebida na refeição.

Apesar disso, o café não é originário do país. No século XVIII, aproximadamente em 1972, Francisco de Melo Palheta trouxe as primeiras mudas de café da Guiana Francesa e as plantou na província do Pará. Assim o café começou no Brasil.

O solo e o clima brasileiro favoreceram a produção do café no país. A partir de 1837, no século XIX, o café tornou-se o principal produto de exportação do Brasil Império. Foi por meio da exportação do produto, cultivado por africanos sequestrados e escravizados, que o império foi sustentado financeiramente e surgiram os chamados "Barões do Café", ricos fazendeiros, que plantavam café em grandes extensões de terra.