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Bonifácio teve mais de 70% do corpo atingido pelas chamas
Bonifácio teve mais de 70% do corpo atingido pelas chamas Foto: Reprodução

MP quer R$ 100 mil de advogado que matou cachorro queimado vivo

Acusado alegou que o cão estava em fase terminal de câncer e que antes de atear fogo, teria aplicado um anestésico


07 de fevereiro de 2019 às 11:38
Por Reginaldo Pupo

O Ministério Público de Caraguatatuba denunciou à Justiça o advogado Léo Zaiden, que matou seu cachorro da raça Rottweiller após atear fogo com o animal ainda vivo, em novembro do ano passado. Na ação, o MP pede ainda que o acusado pague uma multa de R$ 100 mil, que será destinada ao Fundo Municipal do Meio Ambiente.


O crime aconteceu em 9 de novembro. Populares flagraram e fotografaram o advogado ateando fogo ao animal em um terreno baldio localizado no bairro Jardim Jaqueira, em Caraguatatuba. As fotos circularam pelas redes sociais e causaram revolta nos moradores.


Após as postagens, a Polícia Ambiental conseguiu localizar o advogado, que foi multado em R$ 6 mil à época. Ele alegou aos policiais que o cão estava em fase terminal de câncer e que antes de atear fogo, teria aplicado um anestésico. Um laudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) atestou que o animal teve mais de 70% do corpo atingido pelas chamas e que foi queimado vivo.


O Costa Norte tentou localizar o advogado durante toda a semana, sem êxito. À época do crime, ele chegou a declarar que faria tudo novamente, pelo amor que tinha ao “Bonifacio”, nome do cachorro. Ele alegou inocência e disse que tinha um laudo de uma veterinária, que teria atestado o estado terminal do Rottweiller. A veterinária afirmou à polícia, à época, que o animal não estava em estado terminal.

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