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Jefferson Menezes Reis da Silva, de 24 anos, nega a autoria do crime
Jefferson Menezes Reis da Silva, de 24 anos, nega a autoria do crime Foto: JCN

Caso Kevin: assassino é condenado a mais de 16 anos de prisão

O crime ocorreu em 6 de fevereiro de 2016, na Pista de Skate de Bertioga; Kevin foi morte com dois tiros.


09 de abril de 2018 às 11:09
Por Da Redação

Após dois anos de espera, o homicídio do jovem Kevin Christian Silva Carvalho, assassinado com dois tiros, em meio às comemorações do Carnaval 2016, foi à júri popular e resultou na sentença de 16 anos e quatro meses de prisão, por homicídio qualificado, para o réu Jefferson Menezes Reis da Silva, de 24 anos. A decisão do corpo de jurados ocorreu na tarde da sexta-feira, 6, no Foro Distrital de Bertioga, após cerca de sete horas de audiência.

Embora as autoridades tenham apresentado provas suficientes para incriminá-lo, como o reconhecimento do autor por uma testemunha, Jefferson negou o crime frente aos jurados e à juíza da 2ª vara, Luciana Mendonça de Barros Rapello. As testemunhas de acusação e defesa também foram ouvidas durante a sessão. Em razão do júri e da gravidade do crime, somente poderá haver recurso da sentença para diminuir o tempo de pena. 

O pai de Kelvin, Oton Carvalho, comemorou a decisão do júri. "Para mim, a sensação é de felicidade, por a lei ter sido comprida, e justiça, por estar resolvido. Um criminoso desses não pode ficar solto, até porque corre o risco de tirar a vida de outras pessoas. O lugar dele é preso mesmo". Desde a ocorrência, o assassino estava preso e permanecerá em regime fechado. 

O caso

O crime ocorreu na madrugada de 6 de fevereiro de 2016, durante uma briga por causa  de uma garrafa de água, na pista de skate de Bertioga. De acordo com o processo, um amigo de Jefferson agrediu a vítima, que revidou. Após a briga, o acusado, que não participou da ação, foi até sua residência, pegou uma arma de fogo, voltou ao local e atirou duas vezes contra Kevin, acertando-o na cabeça e no peito. Apesar de o jovem negar o crime, ainda segundo o processo, ele teria contado o ocorrido a outro amigo que estava no local, além de ter sido reconhecido como autor dos disparos; uma testemunha também confirmou ter visto uma pistola pequena e prateada na casa dele. 

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